segunda-feira, 25 de julho de 2011

Comemoração (2)


Para minha esposa Lenir.

Ops... 28 anos...
Parece que foi ontem, mas já se passaram mais de dez mil dias. Engraçado que os meus cabelos ficaram brancos, mas o tempo foi generoso com você, jovem.
Quantas histórias passamos juntos. Passeios com a nossos  amigos, acampamentos, momentos felizes em grupos, momentos felizes a dois. Isso tudo em meio a uma vida cheia de certezas e de incertezas. Pois é assim que somos, mutantes. Somos alegres e tristes, vivemos a sorrir e a chorar, estamos bem de saúde e enfermos, temos grandes  amigos e, cadê eles (rs).
Mas no meio de tantas transformações, podemos olhar para nós e afirmar: ... somos vitoriosos.
Com o passar do tempo foram aparecendo os filhos. Amanda, com toda a sua delicadeza (e como é difícil ser marinheiro de primeira viagem) e Lucas (como é difícil mostrar que amamos da mesma intensidade).
Mas o conviver não é fácil. Sei que sempre tem arestas para serem aparadas. Sei que não tenho a maturidade que queria ter. Sei que muitas vezes sou imaturo, desajeitado, e até infantil. Eu sou esquisito, mas quem não é (rs).
Por isso, peço-te perdão:
Perdão pelas inúmeras vezes que não fui o esposo que deveria ser;
Perdão pelas vezes que não fui o ombro amigo;
Perdão pelas vezes que pensei apenas em mim;
Perdão pelos momentos que te sufoquei e não te deixei desabrochar;
Perdão pelos momentos que não consegui ser o pai que queria ser;
Pelos momentos que não te ajudei na sua caminhada como deveria te ajudar.
Mas eu quero dizer... que esses 28 anos estão valendo à pena. Que estou apenas aprendendo...
Aprendendo a conviver  ...  com você.
Um beijo no coração.

Comemoração



    Neste sábado,  eu e minha esposa Lenir comemoramos 28 anos de casados ao lado de Amanda e Lucas. Agradeço a Deus por tamanho cuidado pelas nossas vidas. 

sábado, 23 de julho de 2011

Orvalho sobre o Arraial (7)



Nossas aparências

       I Samuel 7- “Mas o SENHOR disse a Samuel: Não dê atenção à aparência ou à altura dele, porque eu o rejeitei; porque o SENHOR não vê como o homem vê, pois o homem olha para a aparência, mas o SENHOR, para o coração.”

No dia-a-dia nos preocupamos com a nossa aparência. Temos o cuidado para que o nosso cônjuge, filhos, vizinhos veja em nós alguém amoroso, cuidadoso e ético. Para os irmãos de nossa igreja, muitas vezes, fazemos um grande esforço para parecermos um cristão piedoso e cheio do Espírito Santo.
         Mas o texto bíblico de hoje nos alerta que Deus olha para os nossos corações.  O que somos é muito mais importante do que o que fazemos pois quando somos alguém cujo coração agrada a Deus, as nossas ações ou obras serão também de seu agrado.
         É necessário olharmos com mais carinho para a nossa intimidade com Deus; ver e rever as nossas prioridades no que diz respeito ao senhorio de Jesus em nossa vida; termos a alegria em não somente fazer o que Ele manda, mas também em fazer algo que flui de nosso coração quebrantado.
          Não podemos repetir boas ações mecanicamente, temos que interiorizá-las em nossa alma. É necessário que eu ame o próximo não porque Cristo ama, mas sim porque o amor de Cristo, arraigado em minhas entranhas, me faz amar.
         Quando nós aprendermos que somos mais que simples repetidores de gestos e sentimentos, estaremos deixando que a aparência do que transmitimos seja a realidade do que somos. 
Que a bondade que sai de nossa vida para abençoar outras tantas vidas seja fruto de uma intimidade profunda entre nós e Deus.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Crônicas da Pibac (4)

A queda do Hélio

Quando estava caindo no chão senti a mão de Deus sobre mim
Sobre mim, sobre mim, eu senti a mão de Deus sobre mim.
Quando eu estava chegando ao chão, eu senti Jesus sobre mim
Sobre mim, sobre mim, eu senti a mão de Jesus sobre mim.

Em 1982, no inicio do pastoreado do Pr. Dilmo,  o nosso templo estava em construção e grande parte das obras era realizada pelos irmãos de nossa igreja que trabalhavam voluntariamente, em forma de mutirão, chegando alguns a serem contratados para exercer algum tipo especifico de serviço.
Entre  tantos irmãos que deram o seu suor e seu sangue na construção, estava o Hélio. Tinha ele a responsabilidade de fazer a massa e entregar aos pedreiros para eles assentarem tijolos, concretar as vigas, embolsar  as paredes e etc.
Num desses dias,  ele ficou incumbido de preparar um chapisco e entregar ao pedreiro lá no quarto andar para aplicar sobre uma das colunas. Chegando lá em cima, Hélio não achou o pedreiro, e para adiantar a obra, pulou a janela, ficando sobre um andaime.
Em certo momento, ao se abaixar para encher a colher, a tábua do andaime quebrou e  ele caiu de uma altura de mais de 10  metros, batendo em cima de uns fios de luz e finalmente no chão, ficando imóvel.
- Caiu alguém ali... acho que está morto!
Na mesma hora pegaram o Hélio, levaram para o posto de saúde e dali foi transferido para Cabo frio, onde após os exames foi constatado que não tinha quebrado nenhum osso, ficando três dias internado de observação.
Então  Hélio fez a canção acima, afirmando que foi a mão de Deus que o livrou da morte. E saiu a cantar pelas ruas do Arraial.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Vidas que marcam (15)

          Como pensar em vidas que marcam e não nos lembrar da história dos magos do oriente que vieram visitar a Jesus, pouco tempo depois de seu nascimento. O texto bíblico localizado em Mateus, no início do capítulo 2 nos traz a narração desses adoradores.
         Essas vidas marcam porque percebemos que eles atravessaram  desertos, guiados por uma  interpretação de um leitura astrológica. Ou seja, entenderam que o céu e o firmamento anunciavam o nascimento de um menino especial: o rei dos judeus.
         Essas vidas marcam porque eles demonstraram que conheciam as Escrituras e citaram as palavras do profeta Miquéias (Mq 5.2). Como é importante conhecer a Palavra e Deus e fazer uma perfeita interpretação do que está escrito, tirando lições para a nossa vida.
         Também podemos perceber o discernimento em ouvir a voz do Espírito, pois eles, após a visita,  regressaram aos seus lares, por um outro caminho por orientação divina, ou seja, a percepção que Deus fala conosco e que nos mostra claramente a sua vontade.
         Apesar do cansaço da viagem, o texto nos fala que eles chegaram ao local onde o menino Jesus estava com grande alegria. Como é bom percebermos nesses homens que ao se aproximar de  Cristo, o coração se renova, se revigora, bate mais forte, porque é estar na presença do Filho de Deus.
         Por último, mas não menos importante, essas vidas marcam pelo motivo da viagem: “viemos adorá-lo”... “e prostrando-se, o adoraram”.  O importante aqui não é o  ouro, incenso e a mirra. O mais importante aqui é o espírito de adoração, é estar realmente prostrado perante o Senhor. É adorá-lo com toda a vida.

Obs. "Vidas que marcam"  é uma série de textos falando de personagens bíblicos que enriquecem a nossa vida cristã com seus testemunhos e é postado no blog às quartas-feira.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Para relaxar

Filme sobre o holocausto galináceo

Esta eu recebi da minha irmã Valéria Dantas, via facebook.

Lição em foco (3)

Uma Igreja que cultiva a santidade
            Desenvolver uma vida de santidade tem que ser a marca visível da igreja de Cristo aqui na Terra, em especial na nossa vida secular.  É diante de  uma sociedade cheia de defeitos e perversidade que a igreja santa precisa mostrar diferença. Temos que a cada dia ficar no meio da massa humana, sendo o fermento e o sal enviado por Deus.
            Quando a igreja cultiva a santidade, ela se submete ao padrão de Deus, que está revelado em sua Palavra. E esse padrão traz plenitude de vida, dando uma viva esperança de ser correspondente a vontade do Pai.
            Isso não quer dizer que não passaremos por tribulações, crises, incertezas, privações e provações. Ao contrário, quando nos submetemos aos padrões de Deus temos a plena certeza, que apesar das intempéries da vida, somos propriedades de Deus vivo e que nos ama.
            Quando a igreja cultiva  a santidade, ela valoriza o sacrifício do calvário, recobrando a consciência de que somos pecadores, mas que o nosso alvo é que o sangue de Jesus derramado na cruz nos lave e nos purifique. Só valorizando o sacrifício do Calvário que podemos ter uma dimensão do amor e do cuidado de Deus por nós.
            Uma igreja que cultiva a santidade tem a plena evidência da filiação espiritual em Cristo. A santidade faz com que a nossa prática de visa mostre Deus, ou seja, as nossas ações e o nosso jeito de ser e de viver revela que somos filhos de um Deus santo.
            Assim, uma igreja que cultiva a  santidade é formada por homens falhos, imperfeitos, mas que se permitem ser orientados pela Palavra de Deus que santifica.
Obs.- Lição em foco são textos extraídos das lições da revista Palavra e Vida, que a Primeira Igreja Batista em Arraial do Cabo usa na Escola Bíblica dominical. Estes textos saíram às terças.