sexta-feira, 15 de setembro de 2023

PEQUENAS CRÔNICAS 100 ANOS DA PIBAC (18)





 Um pecado chamado futebol

O futebol chegou para valer em nossa pequena aldeia de pescadores depois da Copa do Mundo de 1930. De repente virou um hábito entres os cabistas de se encontrarem num campo improvisado para disputar uma partida. E esse hábito foi aos poucos  abraçando os membros da chamada igreja protestante.

Se de um lado, esse contato era positivo, pois quebrava barreiras impostas pelo preconceito religioso, do outro lado criava-se dificuldades, pois muitas vezes  os jogos terminavam em brigas, palavrões e até em inimizades.

A igreja então, preocupada com esses “modismos mundanos” acho por bem proibir os seus membros de participar das famosas peladas, seja no campinho a caminho da praia dos anjos ou na própria areia das praias.

Mas era difícil convencer os futebolistas da igreja que não podiam jogar, e muitos iam escondidos para a beira do campo, a espera de uma oportunidade de mostrar seus talentos, e logo saberia que na próxima assembleia, seriam disciplinados. Há comentários que alguns amigos  já chamavam para o jogo só para ver a crise na igreja.

Pequenas crônicas dos 100 anos da PIBAC - 17

 



 

Fim de um ciclo...inicio de outro

Depois de quase 10 anos de ministério em Arraial do cabo, o pastor Honório comunica a igreja que Deus o tem chamado para um outro local.

Foi o tempo abençoador em que pastor e igreja caminharam juntos a propagar e viver o verdadeiro evangelho  em terra cabista. Se houve momentos difíceis momentos de  perseguição religiosas ,  também houve refrigérios em que igreja e comunidade passaram a falar uma mesma linguagem.

Ele sai deixando marcas profundas na igreja, de um homem simples, porém profundamente sábio e zeloso na obra de Deus. E esse legado ajudaria a igreja a continuar a sua jornada de adoração, testemunho e pregando o Evangelho.

Nesse período da história o mundo estava caminhando para uma nova guerra mundial (a segunda apenas 20 anos pós a primeira terminar). As notícias que chegava no Arraial eram alarmantes. E com certeza influenciaria a nossa pequena cidade e também a nossa igreja.

Para um novo ciclo ministerial, a igreja aprova o nome do  Pr. Antônio Valadares.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Pequenas crônicas dos 100 anos da PIBAC - 16


 Toda membresia na EBD.

O ensino na Palavra foi algo que a Igreja Batista em Arraial do Cabo sempre  priorizou. Se houvesse um lema para a igreja da década de 30 e 40, seria esse: “Onde tem um crente, tem um aluno da EBD”.  havia um despertar para o estudo das Escrituras sagradas de tal maneira que a Escola bíblica Dominical tinha mais matriculados do que o total de membros da igreja.

É interessante notar que pessoas que marcaram o caminhar da nossa igreja tem os seus nomes  arrolados como professores e alunos da EBD e com certeza, tiveram um aprendizado impar na doutrina e no exercício da vida cristã.

Além disso, aqueles que, por acaso, nos poderiam comparecer as reuniões, procuravam a liderança para, por iniciativa, explicar o motivo. Em alguns casos, o aluno faltoso era colocado em disciplina pela igreja por negligencia com o aprendizado.

Assim, fundamentado no que a Palavra ensinava, a igreja se desenvolvia em todos os aspectos, e crescia, não apenas em quantidade, mas também preparava novos líderes para continuar a jornada da igreja.

Pequenas crônicas dos 100 anos da PBAC - 15

 


Seminaristas

Nesses períodos de pastores itinerantes, muitas vezes o pastor e a igreja pediam para a Junta de Educação, junto com o Seminário do Sul para enviar seminaristas (em férias) para ficar um período (de 15 dias a um mês) na igreja. Geralmente ficava ou na casa do vice presidente ou de um membro da igreja voluntário.

Nesse período, que servia com um estágio para o seminarista, ele ajudava em todos os trabalhos da igreja, como mensagens, visitações, discipulado, estudos e ajudava no planejamento e organização da igreja. Só não era permitido realizar batismos e celebrar Ceia, e presidir os cultos administrativos. 

Geralmente nesse período, o pastor da igreja ficava desobrigado em fazer a sua visita quinzenal ou mensal a cidade. Ao final, a igreja enviava para a Junta de Educação um agradecimento, que servia como uma aprovação do que foi feito no período da visita.

Muitos pastores da denominação que iriam estar a frente das igrejas nas décadas seguintes, participaram desse intercambio e se sentiram amados pela igreja e colaboradores do crescimento do Reino

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS PIBAC (14)

 


O primeiro diácono

Assim como a igreja primitiva em Jerusalém, a  “Egreja Baptista” no Arraial do Cabo crescia a passo largos. Mas como todo crescimento, surgiram novas dificuldades para a liderança resolver, cuidar, administrar. E para dificultar mais ainda, o pastor da igreja só vinha para  cidade geralmente uma vez por mês.

Então, em fevereiro de 1937, pastor Honório e igreja entenderam que  deveria  escolher e consagrar um dos irmãos para o serviço diaconal, sendo escolhido pela igreja, com a aprovação pastoral,  o sr. Venâncio Teixeira de Mello Júnior. 

Irmão Venâncio, natural do Arraial do Cabo e um dos membros fundadores da igreja foi consagrado diácono em maio de 1937, com a presença de 24 membros no culto. Ele seria designado para ajudar a igreja no cuidado com os mais carentes e ser um representante  da igreja em suas necessidades.

O irmão Venâncio foi inúmeras vezes vice-presidente da igreja, secretário, além de ser pregador, evangelista e professor de EBD. Era respeitado tanto na igreja como na comunidade cabista.

O Diácono Venâncio, além da participação no servir a Ceia, também ajudava na celebração dos Batismos e acompanhava o pastor nas  visitas.


terça-feira, 12 de setembro de 2023

PEQUENAS CRONICAS DOS 100 ANOS DA PIBAC - (13)

 





ATAS

Existe coisas que não damos valor, mas que na verdade são essências para  o bom caminhar da igreja. uma dessas coisas são as ATAS.

A ATA tem como objetivo registrar as ideias, informações e decisões tomadas por uma coletividade. Ela é um importante e eficiente recurso para se documentar  o que foi debatido e deiberado em uma reunião ou assembléia.

E quando uma igreja está perto de celebrar os 100 anos,  a ATA se transforma numa grande ferramenta onde podemos (e devemos) pesquisar para extrair tesouros de uma história secular.

Infelizmente o primeiro livro ( ATAS dos anos 1923  a 1932) se perdeu. Mas os livros seguintes nos mostram o caminhar da igreja e  em paralelo, da transformação do pequeno vilarejo para a atual cidade.

Certo dia, conversando com um historiador cabista, ele  disse não acreditar que a igreja foi organizada em 1923. mas  ao mostrar os livros de ATAS, ele não só aceitou a data como certa, como  também ficou feliz em ver um exemplar que faz parte de nossa história.

As ATAS são mais que simples informações... são histórias de vidas de pessoas que marcaram seu tempo e a historia da pibac

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

PEQUENAS CRÔNICAS 100 ANOS DA PIBAC - (12)

A igreja e a comunidade

Na primeira metade do século passado, o Arraial estava sendo mal administrado pela sede do governo municipal em Cabo frio. Toda e qualquer melhoria que pudesse vir para  cidade, ficava na sede do município, enquanto os distritos eram deixados de lado em todas áreas.

A Igreja Batista, percebendo que podia ajudar de alguma forma, sempre fazia algo pra a comunidade, com o objetivo de abençoar vidas, diminuir um pouco as necessidades  e divulgar o amor de Deus.

E uma coisa que incomodava muito a comunidade (religiosa, porém extremamente supersticiosa) era o fato do Cemitério Municipal estar sem portão há um certo tempo e o poder público não fazer nada.

A Igreja  Batista, vendo o desgosto da comunidade em ter que passar em frente ao local, assume o compromisso de fazer e colocar o portão do Cemitério local, no que é ajudada por alguns cabistas que passavam na hora.

Esse gesto de cuidado com a cidade foi bom para a igreja também, pois por um bom período, as hostilidades por motivo de religião diminuíram.