quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

EBD 2026 A Doutrina de Cristo -aula 1

 

EBD-  - PIBAC - 2026

A DOUTRINA DE CRISTO

AULA 1  – CRISTOLOGIA: INTRODUÇÃO E CONCEITO

 A revelação acerca de Cristo não nos vem por canais humanos naturais; é produto da revelação divina através de vidas transformadas pelo Espirito Santo. (Mt 16:17).

I - CONCEITO

Cristologia é o ramo da teologia crista que estuda a pessoa e a obra de Jesus Cristo, focando em sua natureza divina e humana, sua encarnação, e seu papel na salvação. A disciplina busca compreender quem Jesus é, o que ele fez como e por que, e a relação entre suas duas naturezas - totalmente Deus e totalmente homem.

A Cristologia é a doutrina centra  da fé cristā. Estudar quem é Jesus Cristo, sua natureza, sua obra e seu propósito é fundamental para compreender toda a mensagem do Evangelho.

O termo vem do grego Christos (Cristo) e logia (estudo ou discurso).

A Cristologia é essencial porque a identidade de Cristo está no centro da fé cristã. Sem uma compreensão correta de quem Ele é, a própria base da nossa crença é comprometida.

 

I - A IMPORTÄNCIA DA CRISTOLOGIA

A maneira como entendemos Jesus Cristo influencia profundamente nossa fé, nossa vida espiritual e nossa missão no mundo. Ou seja, a Cristologia não é apenas uma área de estudo teológico; é a base sobre a qual toda a nossa relação com Deus se sustenta.  Algumas razões pelas quais essa doutrina crista é vital incluem:

 

1. Compreensão da Salvação

A salvação é o coração da fé cristã, ela passa exclusivamente por Jesus Cristo. Como declara 1 Timóteo 2:5, "há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem".

Ao estudar a Cristologia, entendemos melhor quem é esse Mediador, como sua vida sem pecado, sua morte vicária e sua ressureição garantem nossa reconciliação com Deus. Sem compreender a Pessoa e a obra de Cristo, nossa visão se torna rasa e incompleta.

2. Fundamento da Doutrina Cristã

Toda a Escritura, do Gênesis ao Apocalipse, aponta para Cristo (Lucas 24:27).A correta interpretação da Bíblia depende de enxergar Jesus como o centro da revelação divina.

A Cristologia sólida orienta nossa leitura bíblica e fundamenta doutrinas essenciais como a Trindade, a graça, a fé e a Igreja.

Quando conhecemos a Cristo profundamente, conseguimos interpretar melhor a Palavra e aplicar seus princípios de maneira fiel.

 

3. Vida Cristã Autêntica

Viver como cristão é mais do que seguir princípios éticos ou frequentar uma igreja. É conhecer e se relacionar com Jesus de maneira transformadora pessoal e transformadora.

Em João 17:3, Jesus define a vida eterna como "conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". A Cristologia nos leva a esse conhecimento vivo, fortalecendo nossa fé, " moldando nosso caráter impulsionando-nos a viver conforme o exemplo de Cristo

 

4.Combate às Heresias

Desde a Igreja primitiva, Surgiram falsas doutrinas que distorceram a identidade e a missão de Jesus. Heresias como o arianismo, o docetismo e o gnosticismo tentaram enfraquecer a fé cristā ao negar aspectos da natureza de Cristo. Ainda hoje, muitos movimentos religiosos incorrem em erros semelhantes.

Um estudo sério de Cristologia nos capacita a reconhecer e refutar  tais erros protegendo a pureza do Evangelho e fortalecendo a fé da Igreja.

 

III - ●O ENSINO BÍBLICO SOBRE A HUMANIDADE DE CRISTO

"Jesus era o filho do homem, conforme Ele mesmo se proclamou". É nessa qualidade que Ele se identifica com toda a raça humana. Para Ele convergem todas as linhas de nossa comum humanidade,

1. A HUMANIDADE DE CRISTO NA BÍBLIA

 a) PELA SUA ASCENDÊNCIA

● Ele (quanto ao corpo) nasceu de mulher (Gl 4:4; Mt 1:18; 2:11 12:47; Jô 2:1; Hb 10:5).

● Ele veio da descendência humana de Davi (Rm 1:3; At 13: 22,23; Lc 1:31-33; Mt 1:1).

 

b) POR SEU CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO NATURAIS

● Jesus Cristo estava sujeito as Leis comuns do desenvolvimento humano e do crescimento gradativo em sabedoria e estatura (Lc 2:40, 46, 52; Hb 5:8).

 

c) POR SUA APARÊNCIA PESSOAL

● Jesus Cristo tinha a aparência de homem, e ocasionalmente confundiram-no com outros homens (Jo 4:9).

 

d) POR SUA NATUREZA HUMANA COMPLETA

● Ele possuía corpo físico (Mt 26:12)

● Ele possuía alma racional (Mt 26:38).

● Ele possuía espirito humano (Lc 23:46).

 

e) PELAS SUAS LIMITAÇÕES HUMANAS SEM PECADO

● Ele era sujeito à necessidade de sono (Mt 8:24)

● Ele era sujeito ao cansaço corporal (Jo 4:6).

● Ele era sujeito à fome (Mt 21:18).

● Ele era sujeito à sede (Jo 19:28).

● Ele era sujeito ao sofrimento e à dor físicos (Lc 22:44)

● Ele em sua vida corporal, tinha a capacidade para morrer (1 Co 15:3).

● Ele tinha a capacidade para crescer em conhecimento (Lc 2:52).

● Ele tinha capacidade para adquirir conhecimento mediante a observação (Mc 11:13).

● Ele tinha capacidade para se limitar em seu conhecimento (Mc 13:32).

● Ele dependia da oração para ter poder (Mc 1:35)

● Ele dependia da unção do Espirito Santo para manifestar poder (At 10:38; Is 61: 1-2).

 

f PELOS NOMES QUE LHE FORAM DADOS, POR ELE MESMO OU POR OUTROS

● Jesus (Mt 1:21).● Filho do homem (Lc 19:10). ● Jesus, o Nazareno (At 2:22). ● O profeta (Mt 21:11) ●- O carpinteiro (Mc 6:3) ●- Cristo Jesus, homem (1 Tm 2:5).

 

g) PELO RELACIONAMENTO HUMANO QUE ELE MANTINHA COM DEUS

●Jesus Cristo chamou o Pai de "Meu Deus", e "Meu Pai", tomando assim o lugar e assumindo o caráter de homem (Mc 15:34; Jo 20:17).

 

h) PELAS SUAS TENTAÇÕES

● Cristo foi tentado como nós em todas as coisas, mas nunca pecou (Hb 4:15). Neste ponto podem surgir duas objeções:

== As tentações de Jesus não foram reais porque Ele não tinha natureza pecadora como nós, a resposta a esta objeção é que os puros também sofrem tentações, assim como Adão e os anjos.

== Cristo, não podia pecar dado a sua natureza sem pecado. Respondemos dizendo que é preciso considerar a intensidade das tentações. Em nosso caso, Deus filtra as tentações antes que elas cheguem até nós (1 Co 10:13). Qual teria sido a medida da intensidade da tentação que Deus permitiu para o seu filho? (Mt 4: 1ss; Lc 2: 44). 0 fato de Ele ser tentado como nós, revela que Cristo tinha a nossa natureza.

 

i) PELA SUA VIDA SEM PECADO

● É preciso ressaltar que Jesus Cristo, embora humano, estava livre da depravação moral provocada pela queda (Hb 4:15; 7:26; 2 Co 5:21) e de qualquer transgressão pessoal. Ele foi um ser humano sui generis, quer dizer, único no gênero.

Portanto, segundo a Bíblia, não pode haver dúvida de que Cristo era de natureza humana, como nós, mas com a diferença que Ele não tinha a natureza corrupta que nós temos, nem praticou qualquer pecado em toda a sua vida.

 

Pr. Carlos Henrique

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Pequenas Crônicas da minha terra (9) - Cachoeira da Praia Grande

 





Uma cachoeira em plena praia. Que espetáculo fascinante

Durante cerca de quase 3 décadas, moradores e turistas que iam a praia grande, tinham a alegria de ver  uma queda d’água entre as pedras fazendo um visual maravilhoso.

Geralmente gelada,  o impacto da água sobre o corpo trazia em sensação  única de prazer e felicidade. e na alta temporada era até difícil de conseguir um espaço para saborear essa sensação.

Para completar, essa queda d’água provocava um pequeno riacho que desembocava a beira mar. Se a cachoeira era o local preferidos dos adolescentes, jovens e adultos, o pequeno córrego de água salgada sempre era frequentado por dezenas de crianças, que aproveitavam para construir seus castelos e  para deslizar num escorrego infantil.

Para os que não sabiam,, sempre ficava a interrogação: como assim? Uma cachoeira salgada? de onde vem essa água?

Acontece que no lado esquerdo da praia,,  uma indústria que havia em nossa cidade, a Companhia Nacional de Álcalis, retirava  água do mar através de possantes bombas para refrigerar os maquinários  da empresa.. Essa água era transportada através da calha até ser dividida em 3 tubulações que levava até a indústria..

Geralmente  as bombas puxavam mais águas do que a necessidade da empresa, então havia uma tubulação de saída  do excesso (um ladrão) .  essa  tubulação jogava essa água sobre as pedras, dando início assim a nossa cachoeira.. Quanto mais sobrava água, maios era o volume da cachoeira.

Infelizmente, com o fechamento da empresa, ficamos sem a nossa cachoeira, que embora fosse artificial,  era um grande atrativo de nossa cidade.


terça-feira, 18 de junho de 2024

Pequenas crônicas da minha terra (8) Imbetiba


 

Você conhece a história do naufrágio desse navio?

Praia Grande, no canto esquerdo, há uma sombra escura nas águas transparentes. Algo que nos traz imaginar  como um navio de porte médio veio ficar preso nas areias brancas de nossa praia

Por traz dessa imagem que contemplamos sempre que vamos a essa praia há uma história de uma noite misteriosa.

Em pleno século XIX, no dia 10 de setembro de 1881, zarpa do porto do Rio de janeiro, capital do Brasil Imperial o navio a  vapor Imbetiba com destino ao porto de Imbetiba, em Macaé e depois  seguiria viagem para Campos.

À noite, um forte nevoeiro obrigou a embarcação a navegar “às cegas e pouco antes da meia-noite o navio ficou preso em um banco de areia junto à Praia de Massambaba. Como não havia danos na estrutura do navio, a tripulação ainda lançou parte da carga ao mar e conseguiu remover o navio e seguir. Porém, pouco depois, o embarcação voltou a encalhar, agora em definitivo.

Quando a cerração dissipou, o comandante e os tripulantes perceberam que estavam presos a pouco metros da praia  e ordenou que todos desembarcassem, levando as bagagens e o restante das cargas.

Dois navios vieram para socorrer o Imbetiba, mas não era mais possível , visto que ele já estava com parte da ferragem encobertas pela areia.

Hoje, mais de século depois, o Imbetiba faz parte da beleza da Praia Grande. Tem período que fica quase todo escondido; mas logo vem a maré, a ressaca, o vaivém das ondas e ele fica a mostra, como se quisesse contar a sua história.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Pequenas crônicas de minha terra (7) - Um trem na nossa cidade

 


 

Pequenas crônicas de minha terra (7)

Um trem na nossa cidade

         Na primeira metade do século passado, a nossa região (dos Lagos) tinha como principal fator de desenvolvimento a extração de sal. Havia uma grande necessidade de fazer um escoamento mais rápido.

         Paralelo a isso,  na pequena vila do Arraial do Cabo havia um local ideal para haver esse escoamento via navio no “pontão” do forno, na enseada dos Anjos.

         Em 1929, a Perynas, na época a principal indústria salineira do país, tendo à frente Miguel Couto (futuro Governador e Senador fluminense), obtém o direito de utilizar o porto do Forno.

Para isso é feito um grande investimento, construindo uma estrada de ferro partindo da raia do Forno se dirigindo a Ponta das Perynas na lagoa de Araruama  e com pequenos ramais para a Ponta de Massambaba e Ponta da Costa.

Assim, em média 3 vezes por semana, sem horário físico, um trem a vapor, composto de 3 vagões, carregando toneladas de sal. Esse trem cortava a pequena cidade soltando vapor e faíscas das madeiras queimadas nas caldeiras. E essas faíscas eram um verdadeiro tormento para os moradores vizinhos a estrada férrea.

Acontece que no Arraial havia muitas casas eram de pau a pique, com o telhado de uma espécie de palha retirada em áreas úmidas da restinga. e as faíscas, ao cair nesse telhado, provocava incêndio . Para completar, a água era muito escassa.

Assim sendo, era comum os moradores deixarem latas d’água a frente de casa para um socorro mais imediato. Como não tinha um horário fixo, o jeito era deitar perto dos trilhos, encostando o ouvido, para escutar se havia trem chegando. quem ouvisse, saía a gritar “O trem está chegando, o trem está chegando” e tomavam posições, “armados com as suas latas para defender suas casas.

Hoje, não temos mais sinais dessa linha de ferro.


quarta-feira, 22 de maio de 2024

Pequenas crônicas de minha terra (6) Porto do forno

 





Pequenas crônicas de minha terra (6)

Porto do Forno

            Lembranças de  que durante a minha adolescência na década de 70, aos domingos à tarde, saiamos em pequenos grupos para o “cais”, poie era um dia permitido de ser visitar os navios. Era tudo muito limpo e organizado e um tripulante, vestido como marinheiro, nos acompanhava a falar sobre o navio, a bussola, o leme, a importância do transporte naval.

            O porto do Forno (nosso antigo cais) está preste a completar 100 anos. O que era um pequeno cais de embarque e desembarque de pescadores, primeiro se transformou num espaço de barcos maiores para levar o pescado para a capital da república e outras cidades.

Depois, como o desenvolvimento das salinas na nossa região, se transformou no ponto final da saída do “ouro branco” para as outras cidades.  Foi algo que cresceu tanto que nos anos 30, foi construída uma estrada de ferro, onde um trem fazia o Perynas até o porto, facilitando assim o escoamento da produção.

Nos anos 50, foi pelo porto que toneladas de máquinas vinham da Europa para a implantação da Companhia Nacional de Álcalis, exigindo para isso melhorias para receber grandes navios.  Depois, foi sempre uma parceira importante na indústria, tendo um grande fluxo.

Algo que mexia com  a rotina da cidade era ouvir os apitos do navio chegando,  pois era um atrativo para a pequena cidade ver aquela grandes embarcações se aproximar e atracar no cais.

Essas lembranças  me fazem ter a noção que o Porto do forno, o nosso cais, era algo muito mais nosso. Tínhamos uma espécie d sentimento de pertencimento que, infelizmente, fomos perdendo com o tempo.

Hoje, parece que o porto está no Arraial... mas não é nosso.


Pequenas crônicas de minha terra (5) Sal – O ouro branco

 



Pequenas crônicas de minha terra (5)

Sal – O ouro branco

            Somos  fruto de uma aldeia de pescadores. Essa é a nossa vocação embrionária.  Mas paralela a essa vocação, muitos moradores  do Arraial do Cabo, assim como de toda a Região dos Lagos, teve a extração do sal como uma maneira digna de, com o suor do corpo, trazer o sustento para a família.

            E foi através dessa extração do Sal que a região teve os primeiros sinais de desenvolvimentos, pois saia de nossa região tonelada de sal para abastecer os grandes centros comerciais do Rio de Janeiro e de São Paulo.

            Entre esses primeiros sinais de desenvolvimentos, podemos dar como exemplo a construção do Porto do Forno, localizado em um local estratégico e a chegada de uma linha de trem que recebia o sal dos armazéns e traziam até barcos (navios) para um transporte mais eficaz.

            Nas décadas de 70 e 80 teve início a queda dessa atividade econômica e hoje restam poucas salinas em nossa região, sendo uma na região de Figueira.

            Interessante lembrarmos que a empresa de transporte de ônibus que atende a nossa região se chama Salineira, pois serve as nossas antigas salinas transformadas em bairros e em municípios.

            O grande ícone desse tempo não são os lindos moinhos nem as belas quadras brancas. São os SALINEIROS, brava gente de nossa região que com suor e trabalho digno, ajudaram no crescimento de nossas cidades