quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac - 59


 59 - Sábado é dia de mutirão

A obra da igreja  caminhava a todo vapor. De segunda a sexta, trabalhadores contratados e até  empreiteiras  adiantavam a obra, mas geralmente aos sábados era marcado o famoso mutirão de igrejas.

Assim, aos sábados, dezenas de “trabalhadores amadores” se aventuravam em virar massa, bater concreto, ajudar a amarrar ferragens, carregar carrinhos e baldes cheios. E ao mesmo tempo  que trabalhavam havia uma conversa saudável, pois o ambiente era leve e de comunhão.

Assim jovens, adultos, e até alguns de idade mais  avançadas  tinham prazer em colaborar com a obra. Havia muitos momentos de risos, principalmente quando o pastor Dylmo chegava para dar a sua contribuição, pois geralmente enchiam mais o carrinho ou os baldes e ele ia a se equilibrar até o destino de entrega do material.

As irmãs, na cozinha, preparavam suco, café e alguns lanches para, em momentos alternados, as equipes saborearem.

No domingo, era normal uma boa parte da membresia estar caminhando com dificuldade dom dores musculares. 

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac - 58

 




58 - A queda do Hélio

""Quando estava caindo no chão senti a mão de Deus sobre mim

Sobre mim, sobre mim, eu senti a mão de Deus sobre mim.

Quando eu estava chegando ao chão, eu senti Jesus sobre mim

Sobre mim, sobre mim, eu senti a mão de Jesus sobre mim.""

Em 1982, no inicio do pastoreado do Pr. Dylmo,  o nosso templo estava em construção e grande parte das obras era realizada pelos irmãos de nossa igreja que trabalhavam voluntariamente, em forma de mutirão, chegando alguns a serem contratados para exercer algum tipo especifico de serviço.

Entre  tantos irmãos que deram o seu suor e seu sangue na construção, estava o Hélio. Tinha ele a responsabilidade de fazer a massa e entregar aos pedreiros para eles assentarem tijolos, concretar as vigas, embolsar  as paredes e etc.

Num desses dias,  ele ficou incumbido de preparar um chapisco e entregar ao pedreiro lá no quarto andar para aplicar sobre uma das colunas. Chegando lá em cima, Hélio não achou o pedreiro, e para adiantar a obra, pulou a janela, ficando sobre um andaime.

Em certo momento, ao se abaixar para encher a colher, a tábua do andaime quebrou e  ele caiu de uma altura de mais de 8  metros, batendo em cima de uns fios de luz e finalmente no chão, ficando imóvel.

- Caiu alguém ali... acho que está morto!

Na mesma hora pegaram o Hélio, levaram para o posto de saúde e dali foi transferido para Cabo frio, onde após os exames foi constatado que não tinha quebrado nenhum osso, ficando internado de observação.

Então  Hélio fez a canção acima, afirmando que foi a mão de Deus que o livrou da morte. E saiu a cantar pelas ruas do Arraial.

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac 57


57 - A pilastra e os bateristas

      Início da década de 80, as transformações pelo qual a sociedade passava chega a igreja, provocando momentos de inquietações e suspense. Assim todas as igrejas passaram por adequações a uma nova cultura, que muitas vezes vinham de encontro ao jeito de ser igreja dos anos 60 e 70.

Por essa época o nosso templo estava em fase de acabamento e os cultos eram realizados no salão de baixo. Na época não existia o corredor, ou seja, o auditório ia até as salas, e  tinha umas pilastras no meio.

Nessa época, existia em nossa igreja um conjunto chamado “Libertus”, que era formado por Ademar Almeida, Josias Guimarães, Luis Antonio e Adauto e as vocalistas Lucinéia, Nádia, Sandra Mesquita e  Luciene entre outros.

Pois bem, essas pilastras eram a saída de nossos bateristas. É que na época, início dos anos 80, era muito difícil ver nas igrejas os conjuntos com guitarra elétrica e bateria. Isto era coisa do mundo.

Quando  os jovens começaram a conseguir este espaço, a luta era tremenda, pois era difícil tocar (adorar) e ver ao mesmo tempo a face de insatisfação de muitas pessoas, em especial, de alguns líderes.

O baterista então achou o lugar ideal para vencer esta batalha. Ele tocava escondido atrás da pilastra.  Ele olhava onde sentaria  algumas pessoas, e colocava o banco de tal forma que  a pilastra o ocultava dos olhos de reprovação.

Assim aos poucos, as inovações de um novo tempo foram quebrando regras que pareciam eternas.

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac - 56

 56- 



Dylmo, O pastor da juventude

Durante 9 meses, a igreja, em sucessão ministerial, foi presidida pelo diacono Antonio Teixeira, tendo ao seu lado o experiente par Admardo Machado

Em 1982, um jovem pastor chega ao Arraial do Cabo. Dylmo Pereira Castro era o presidente da JUMOC (junta de Mocidade), sendo assim o responsável pela juventude batista nos início da década de 80. E entre as suas responsabilidades, estava a de seguimento a obra, construindo agora o segundo andar do templo.

Foi um momento de grande envolvimento da igreja em cumprir o sonho de ter um templo atual e ao mesmo tempo funcional. A  cidade do Arraial experimentava de um ótimo momento financeiro, visto que a Álcalis estava em seu auge e muitos funcionários eram membro da igreja.

Aos poucos a igreja foi vendo e vibrava com a obra e ao mesmo tempo, com a emancipação de nossa cidade, visto que a mesma ocorreu em 13 de maio de 1985. Era um momento que  a mocidade estava realmente muito atuante da igreja, pois andava em plena sintonia com o ministério pastoral.

No inicio de 1986, a obra ficou pronta,  e foi marcada a inauguração do templo

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac-55



55 - Uma igreja que chora com  seu pastor

O ministério do pr. Isaac Moreira a frente da PIB em Arraial do cabo transcorria sem maiores anormalidades. A construção do templo seguia, hora mais rápido, hora mais devagar. Os departamentos da igreja funcionavam bem, a igreja crescia.   Tinha agora três seminaristas Cleber Lemos de Almeida,  Edmar da Costa Almenara e Claudio Vagner de Almeida Trindade;  No seu tempo, dois pastores tinham sido consagrados ao ministério da palavra, o Pr. Joélcio Luiz Soares, em 1978 e o Pr. Cleber Lemos de Almeida em 1980.

Mas  uma fatalidade viria a interferir e mais uma vez fazer a igreja sofrer e chorar. A  irmã  Maria Fernandes Moreira, conhecida como irmã Mariquita, esposa do pastor Isaac, muito amada pela igreja (e por toda comunidade Batista) foi uma vítima fatal de um acidente de ônibus no percurso Niterói x Arraial.

Foram tempos difíceis para a igreja e para o pastor Isaac, que pouco tempo depois, ainda muito abalado emocionalmente, decidiu por finalizar o seu tempo em nossa cidade, passando a liderança para o vice presidente, diácono Antônio Teixeira.

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac - 54

 


54 - A Pibac e a Congregação em Búzios

Em 1977, a primeira Igreja Batista estava com uma congregação muito promissora em Armação de Búzios. Estava tendo um bom desenvolvimento e iniciando a construção de um templo.

Em maio de 97, a igreja batista em Campo redondo (hoje Primeira Igreja batista em Bairro São João) entra em contato com a igreja de Arraial, interessada em assumir a liderança daquela congregação em razão desse encontrar mais perto do local e, sobretudo, por lhe pertencer  o maior numero de crentes que já vem colaborando ali, embora reconhecendo que, pelo direito, cabe a Pibac o privilégio de  continuar dirigindo, por ter iniciado a congregação.

em assembleia, a igreja do Arraial do cabo , visto que poderia assim dar o seu melhor na construção do templo, resolve aprovar pacificamente   transferência da liderança pra a igreja de campo redondo, se colocando a disposição de auxiliar sempre que fosse solicitada.

Assim, a  liderança da congregação Batista em Armação de Búzios fio transferida para a nossa igreja coirmã.

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac - 53

53 - Outro templo... outra pedra fundamental

Em maio de 1977, houve o culto solene de lançamento da pedra fundamental do novo templo, com a presença maciça da membresia da igreja, alguns convidados e dos pastores Ebenézer Soares  Ferreira, da pib de Guarus,  campos, que foi o orador oficial, Clério Boechat, Theodomiro Macedo, Genecy Rodrigues Barcelos, Edmardo Machado.

O pastor Isaac faz uma explanação da necessidade de construção do novo templo, denominado por ele como a “obra da fé” para o crescimento do reino de Deus não só no Arraial do Cabo, mas em toda região litorânea. Fala ainda do projeto da parte financeira , onde mil carnes de 24 meses, com o título “construindo templos, fechando cadeias dariam o impulso inicial de tão grande obra;

Junto a pedra fundamental foi colocada uma caixa hermética com alguns objetos, como por exemplo: uma bíblia história, uma cópia do estatuto da ordem dos pastores do estado do rio, uma fotografia do corpo diaconal, jornais denominacionais, algumas cédulas outras lembranças oferecidas por pessoas presentes.