terça-feira, 3 de outubro de 2023

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac - 52

52 - Consagração de um pastor... e posse de outro

A noite de sábado, dia  26 de fevereiro de 1977 foi de grandes emoções. A programação começou com o concílio do Eliseu Werneck, que foi pedido pela Igreja Batista em Silva Jardim. após ser aprovado, recebeu um bíblia a foi consagrado com o presbitério impondo-lhe as mãos em uma oração. Assim, a igreja consagrava o seu primeiro pastor.

Em ato contínuo, procede a posse do pr. Isaac da Costa Moreira no pastorado da PIB em Arraial do Cabo, sendo o sermão consagratório  proferido pelo pr. Elias carvalho.

Assim, numa noite festiva e cheia de emoções, a igreja celebrava um filho que iniciava no ofício de pastor e ao mesmo tempo celebrava um novo pastor, para um novo tempo.

vale lembrar que em 1970, o pastor Isaac Moreira  tinha sido convidado para ser o pastor da igreja, mas recusou o convite por motivos particular.

Pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac 51




51 - Antônio de Souza Teixeira - A fé em vida

Uma outra coluna de nossa igreja foi o pescador cabista Antônio de Souza Teixeira. Desde a organização envolvido com o dia a dia  da igreja, servindo a obra nas mais variadas funções: zelador, porteiro, professor de ebd, presidente de União  de treinamento, líder de Congregação, tesoureiro, secretario, diácono  e várias vezes vice moderador. Na vida politica foi vereador  (2x) e vice presidente da  cidade de Cabo frio.

Com o passar dos anos, foi lapidando o seu jeito de ser igreja, e ensinando com sua simples presença o quanto é possível ser um gigante da fé, mesmo em meio a lutas e tormentas. Lideranças da igreja eram ensinadas pelo seu jeito de ser um autêntico cristão, onde a ética e a verdade sempre tem que prevalecer.

Dono de uma personalidade forte, era capaz de passar horas defendendo o seu ponto de vista cheio de argumentos e fundamentado no zelo pela igreja e pela doutrina. Na construção do templo atual, foi um ferrenho defensor em dar a prioridade  a obra e envolver o maior número de ofertantes.

O diácono Antônio Teixeira com certeza deixa marcado o seu nome na galeria da fé da Pibac


pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac



50 - Despedida do pastor Josué Garcia Cerqueira da Pibac

Em fevereiro de 1977 chega ao fim o ministério do pastor Josué Garcia Cerqueira na Primeira Igreja Batista em Arraial do Cabo. Foi um tempo muito profícuo, onde a igreja sentiu todo o cuidado e amor que um pastor pode ter pelas ovelhas de Cristo.

Nesse período de quase 7 anos, a nossa igreja teve seu nome mudado (com ao acréscimo Primeira), fez e registrou em cartório um estatuto, passou a ter um CNPJ atendendo assim as necessidades dos tempos atuais.

Nesse período teve uma congregação no bairro Canaã, iniciou uma outra no bairro Figueira e uma congregação, com um pequeno templo em construção em Armação dos Búzios.

A igreja também tinha um quadro de liderança ativa, onde  os mais experientes e os mais jovens se completava. Nesse período, foi enviado para o Seminário os servos  e futuro pastores  Eliseu Werneck e Joélcio Luís  Soares.

Além disso, os tramites para o início da obra do Novo templo estava praticamente prontos, com a construção de templo anexo provisório.

Em resumo, o pastor Josué, foi um servo dedicado na obra de Deus, sempre  zeloso e ao mesmo tempo, sempre amoroso.


segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Pequenas crônicas dos 100 anos da PIBAC - 49



 

41 - Clodoaldo Leite ou simplesmente "seu Nhozinho"

O apóstolo Paulo citou  que algumas pessoas no seu tempo eram como colunas da igreja.  No decorrer da história dada Igreja Batista em Arraial do cabo também houveram homens que podemos considerar verdadeiras colunas que Deus plantou para ajudar a estruturar a igreja em tempos difíceis.

Já citamos o Venâncio Melo. e agora vamos conhecer um pouco da história de Clodoaldo Gonçalves Leite, conhecido como seu Nhozinho. Natural de São Pedro de Aldeia, conheceu Arraial muito cedo, visto que vinha mascatear (andar em tropas para vender mercadorias) por estas bandas.  Conhecedor do Evangelho, fincou raízes na igreja e no pequeno povoado.

Foi um dos fundadores da igreja em 1923, sendo também fundador da igreja em Cabo Frio. Muito participativo durante toda a sua jornada de vida.

Conheci já idoso, mas ainda cheio de energia, visto que nos domingos à tarde  vinha para a igreja interceder pelos Palavra que ia ser pregada a noite. Lia a Bíblia diariamente (Sem pular um dia sequer).

Em uma madrugada de sábado para domingo, um grande incêndio ocorreu no armazém do Nhozinho, destruindo em poucos minutos um patrimônio conquistado com suor por toda uma vida. No domingo de manhã, quando uma multidão olhava com tristeza a   destruição, seu Nhozinho aparece, com uma Bíblia na mão,  para ir no culto de sua igreja, pois era o dia do Senhor.

Seu Nhozinho deixou marcas profunda na igreja do Arraial.

pequenas crônicas dos 100 anos da Pibac 48

 

48 - Balanço do jubileu de ouro

Em outubro de 1973 a Primeira igreja comemorou seus 50 anos de organização. Sempre é tempo de se fazer um balanço da caminhada para, não só ver o que já foi feito,  mas também para se planejar o futuro.


Após um levantamento minucioso, o quadro de rol de membros apresentava um total de 446 membros, sendo 138 do sexo masculino e 308 do sexo feminino.  A igreja contava com uma liderança sólida,  onde se destacava além do pastor e sua esposa, os irmãos diácono José Vieira, Antônio Teixeira, Clodoaldo leite, Sergio dias, Paulo Almeida entre outros. Nesse tempo, o líder de evangelismo  Joélcio Soares, que foi recomendado para o Seminário do Sul.

 A igreja estava em campanha para um novo templo, adquirindo lotes ao redor do templo antigo e negociando uma permuta de um terreno anexo com a casa pastoral. Paralelo a isso, a igreja tinha um  ministério pastoral que era amado pela igreja e muito respeitado pela comunidade cabista.

Uma igreja sendo preparada para os próximos 50 anos.

domingo, 1 de outubro de 2023

Pequenas crônicas dos 100 anos da PIBAC - 47

 


47 - Esposas de pastores dos primeiros 50 anos de PIBAC

Não temos nada  registrado sobre as esposas dos primeiros pastores da igreja. as informações  ficam mais acessíveis durante o pastoreio de Paulo Mainhard, visto a participação dela nas organizações é mais abrangente. Irma Iracema Mainhard, embora tivesse a saúde  debilitada por uma tuberculose, era muita ativa na igreja.

Da mesma forma podemos  falar de sua filha, Jurema Mainhard, esposa do pastor Oswaldo Vianna, sempre ativa na Escola Bíblica Dominical, nas classes infantis. Ela escrevia as revistas da igreja e foi convidada a escrever  as revistas para os juniores para ser distribuídas para o Brasil Batista pela casa Publicadora batistas. O seu repentino falecimento foi um tremendo impacto para a igreja.

Daí surgiu nos anos 70 a irmã Carmem Lucia, esposa do pastor Josué Garcia, com uma disposição incomparável de ver e fazer as organizações da igreja funcionar  ativamente. Ela era, com seu jeitinho meigo, porém determinado e conquistador, capaz de liderar e trazer cooperadores para o bom funcionamento.

Iracema, Jurema e Carmem Lúcia, muito mais que esposas de pastores, verdadeiras servas de Deus na igreja do Arraial.

Pequenas crônicas dos 100 anos da pibac - 46

 

46 - Os anos 70- Jovens quebrando paradigmas

 Década de 70. A igreja agora tinha uma juventude bem diferente dos anos 50/60. Já não era constituída apenas de jovens que  na maioria das vezes almejavam apenas seguir os caminhos e as profissões dos pais. Surgiram novos sonhos, novos horizontes.

Com  uma melhor facilidade  de transporte, a capital do estado, Niterói e a cidade maravilhosa, Rio d


e Janeiro já não pareciam tão distante e os jovens sonhavam em se formar,  ser doutores, serem autores de suas próprias vidas.

A igreja já não era de maioria só de naturais da cidade, agora uma boa parte da igreja era de brasileiros de várias cidades diferentes. E os filhos destes, ajudaram aos filhos da terra  a abrir  mente para um mundo novo e imenso.

Era época de muito envolvimento dos jovens na igreja, mas também de muitas indagações. Por quê pode? e por quê não pode? Assim ir ao cinema deixou  de ser pecado;  o jogar futebol deixou de ser punido (a igreja tinha até um ótimo time). Mas ainda havia barreiras. Moças de calças compridas ainda era questionada; os famosos corinhos passaram a fazer parte da igreja, mas precisa mesmo de guitarra? Para que bateria?

A juventude do PIBAC dos anos 70 (e 80 também) quebraram paradigmas e alargaram fronteiras.