sábado, 2 de setembro de 2023

PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS DA PIBAC (5)


5- O primeiro pastor

O pastor José Joaquim Silveira ficou responsável por pastorear essa nova igreja, como já tinha acontecido também com a igreja em Araruama. Era um pastor já experiente em cuidar das igrejas, tendo sido pastor da Igreja Batista  em Murundu (Campos dos Goitacazes) e sido também o primeiro pastor da Igreja Batista em Bom Jesus do Itabapoana. Também pastoreou a igreja em Macaé e a igreja do Fonseca (Niterói) entre outras.

É bom relembrarmos, que no inicio do século XX, haviam pouquíssimos pastores batistas, ficando um pastor responsável por várias igrejas ao mesmo tempo. Esses pastores, verdadeiros pioneiros itinerantes, rodavam as igrejas em diferentes cidades, cobrindo distancias  de centenas de quilômetros, apesar da carência da mobilidade da época.

Assim, muitas vezes, pastores itinerantes como José Joaquim Silveira visitavam a igreja periodicamente, aproveitando o tempo para pregar, ensinar, batizar, administrar, discipular, capacitar  lideranças  na comunidade, realizar as assembleias ordinárias e celebrar a Ceia entre outras coisas.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS (4)

 



                          PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS DA PIBAC

4 – A caravana

Em outubro de 1923, uma caravana composta de missionários pastores e evangelistas atravessava a nossa região litorânea, com o objetivo de organizar novas igrejas para o crescimento do reino em campos fluminenses.

Nessa caravana, podemos destacar a presença de homens como: A.B Christie,  Joaquim Fernandes Lessa, Candido Inácio da Silva, Francisco Blanco e José Joaquim Silveira, que, com suas vidas e seus testemunhos, deram contribuição para a  divulgação da Palavra, apesar da forte oposição religiosa que sempre culminava em perseguição e ameaças.

Assim sendo, em 14 de outubro de 1923, esse grupo de pastores formaram o concilio e organizaram Igreja Batista em Araruama, e de depois seguiram viagem para Arraial do Cabo, onde uma outra dezena de irmão, esperavam com ansiedade por esta celebração.

Então em 17 de outubro de 1923, quarta-feira, com concilio formado pelos componentes da caravana, a nossa igreja era organizada tendo o nome de IGREJA BAPTISTA EM ARRAIAL DO CABO.

sábado, 12 de agosto de 2023

PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS DA PIBAC - 3

 




Pequenas crônicas de 100 anos

3 - O faroleiro da fé

Alfredo de Almeida veio trabalhar no Farol em 1916. Foi batizado em Macaé aos 32 anos e era um apaixonado pela pregação do Evangelho. Sempre que vinha para o povoado comprar mantimentos e ficar com os familiares, conversava com os pescadores e ia plantando a semente do evangelho.

Houve resistência, com ameaças, intimidações e tentativas de impedir  de testemunhar a sua fé, sendo necessário algumas vezes a intervenção das autoridades para manter a Ordem.

Em sua casa estabeleceu um lugar de culto e pregação do Evangelho e recebeu a presença e apoio, entre outros, do missionário A. B. Christie que veio pregar algumas vezes. Às vezes Afredo levava bancos de madeira para a praia onde direcionava as conversas para apresentar o evangelho.

Aos poucos, as reuniões passaram a ser também nas casas dos pescadores e assim o evangelho foi quebrando barreiras e, apesar das perseguições, pessoas se convertiam a Cristo e esperavam o tempo certo para a organização da Igreja.

PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS DA PIBAC - 2




Pequenas crônicas dos 100 anos

2- Uma Aldeia de pescadores

Arraial do Cabo, na década de 20 do século passado, era um pequeno povoado de pessoas simples que viviam exclusivamente da pesca. Eram 3 pequenos aglomerados, cada um ao redor de uma das praias: Grande, dos Anjos e Prainha.

Um povo profundamente religioso, seguindo o catolicismo, os homens envolvidos com a pesca, os barcos e as redes enquanto que as mulheres cuidavam do lar, de salgar os peixes e de fazer rendas.

Além das dificuldades naturais, também havia uma questão social. Havia uma profunda hostilidade entre cabistas das três praias, principalmente os das praias Grande e dos Anjos, o que provocava uma grande dificuldade de relacionamento no pequeno Arraial.

Além da pesca, o que sobressaía também era a presença do Farol na Ilha, onde os faroleiros  viviam em período de revezamento. E com certeza esses faroleiros, que eram chamados de forasteiros (por serem de fora da cidade),  eram pessoas com experiências diferentes e os habitantes locais gostavam de ouvir as novidades.

PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS DA PIBAC - 1

 





 PEQUENAS CRÔNICAS DOS 100 ANOS

1 - Pioneiros

Ano de 1918 A primeira guerra mundial está chegando ao final,  mais o mundo ainda está em profunda crise financeira e Existencial. No  Brasil começa uma silenciosa campanha missionária,  onde vilas, arraiais e pequenas cidades começam a tomar contato com uma outra religião além do Catolicismo.

Missionários  como A. B Christie, em pequenas caravanas tomam contato com povoados,  pregam o evangelho, fazem discipulado batizam e seguem em frente no Ide de Jesus.

Em nossa Região dos lagos, em 1920, em Araçá, na zona rural de Cabo Frio, é organizada a primeira igreja batista de nossa região. 

Paralelo a isso, outras localidades também começam a serem ganhos para Cristo através do esforço  evangelístico de  pioneiros que  gastavam suas vidas para pregar as Boas novas.

Assim povoados como Araruama, São Vicente de Paula, São Pedro d'aldeia e Arraial do Cabo tomaram contatos com o Evangelho que transforma vidas.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

 REFLEXÕES EM JOÃO (V)


    Que religião nós temos?

                Ela faz crescer a nossa compaixão pelos que sofrem ou  simplesmente nos permite viver tranquilo em nosso bem estar?

                Ela nos põe a trabalhar por um mundo mais humano ou apenas alimenta nossos próprios interesses?

                Jesus entraria em nossos templos para adorar ou repetiria a sua ação de derrubar o que tivesse fora da vontade do pai.



              Muitas vezes, sem dar-nos  conta, nós podemos nos converter em mercadores e cambistas, que não sabe viver senão buscando o seu próprio interesse.

              Infelizmente, estamos convertendo o mundo em um grande mercado onde tudo se compra e tudo se vende e corremos o risco de viver, inclusive a relação com Deus de maneira mercantil.            



                Em uma festa que simboliza a comunhão entre as famílias, Jesus  faz o seu primeiro milagre, afirmando assim a definitiva comunhão de Deus e o homem.

            Só Jesus pode restaurar a alegria perdida no coração dos homens vazios sedentos pelo “vinho novo”. Só ele sacia a nossa sede



               Para comunicar a força transformadora de Jesus não bastam as palavras. São necessário os gestos.

                Evangelizar não é só falar, pregar ou ensinar; menos ainda julgar, ameaçar ou condenar.

               É necessário atualizar, com fidelidade criativa, os sinais que Jesus fazia para introduzir a alegria de Deus, fazendo mais feliz a vida dura de seus ouvintes.


              Para comunicar a força transformadora de Jesus não bastam as palavras. São necessário os gestos.

               Evangelizar não é só falar, pregar ou ensinar; menos ainda julgar, ameaçar ou condenar.

               É necessário atualizar, com fidelidade criativa, os sinais que Jesus fazia para introduzir a alegria de Deus, fazendo mais feliz a vida dura de seus ouvintes.



              Os primeiros cristãos experimentaram Jesus como fonte de vida nova. Dele recebiam um sopro diferente para viver. Sem ele tudo se tornava de novo seco, estéril e sem vida.

              O evangelista João ensina com o  “casamento de Caná”, que Jesus é o portador do “vinho bom” capaz de realizar o espírito.



Ninguém teve um poder tão grande sobre os corações como JESUS.

Ninguém expressou melhor do que ele as inquietações e interrogações do ser humano.

Ninguém despertou tanto esperança. Ninguém comunicou uma experiência tão vivida de Deus, sem projetar sobre Ele ambições, medos ou fantasmas.

Ninguém aproximou-se da dor humana de maneira tão profunda.

Ninguém abriu uma esperança tão firme diante do mistério da finitude humana.

2000 anos nos separam de JESUS, mas sua pessoa e sua mensagem continua atraindo multidões.   







domingo, 31 de janeiro de 2021

             Reflexões em João (IV)


      O cristão conhece também alegria de saber-se perdoado. No meio dos seus erros e mediocridade, pode viver a experiência da imensa compreensão de Deus.  Ele não se sente melhor que o que os outros. Conhece o pecado e a fragilidade.

                A diferença é que ele pode sentir-se renovado interiormente para começar sempre de novo uma vida mais humana. E isso começa com o buscar a Jesus.



     A fé em Cristo não é uma droga nem um  tranquilizante diante das desgraças, mas a comunhão com Filho de Deus que nos permite viveu  o sofrimento sem nos autodestruírmos... Sem perdemos a esperança.

                O que Buscais?




     Não há receitas mágicas para reavivar a fé.        

                O caminho é buscar,  entrar em contato com Jesus e conhecer com Ele uma nova maneira de viver.




     Crer em Cristo não é ter uma opinião formada sobre Ele; nem ter ouvido alguém falar bem dele, ou ter lido algo atraente sobre sua vida ou sua personalidade.

                Nada disso basta. Se queremos viver uma nova experiência do que é crer em Cristo, temos que  mobilizar todo o nosso mundo interior.



     Muitos pensam em Cristo como alguém ausente ou distante. Então vem a ideia do 'menino de Belém',  o 'mestre da Galileia’ ou do ‘crucificado do calvário’. Estão reduzindo Ele uma ideia ou a um conceito.

                Cristo é uma presença  viva. Alguém que está em nossa vida e com quem podemos nos comunicar na aventura de cada dia.

     


            Ler sobre a vida de Cristo nos evangelhos não é exatamente encontrar receitas prontas para um novo viver.

            É vivendo com ele,  que pode-se viver de maneira diferente, com liberdade e alegria interior.

            É revestir-se de Cristo, reproduzir em nós a sua vida. Isto é o essencial.