sexta-feira, 6 de setembro de 2013

CRISTOLOGIA -PARTE 2



V- PARALELO DE JESUS -  DEUS-HOMEM
Deus                                                                   Homem
Ele foi adorado                                          Ele adorou a Deus
Recebeu orações dirigidas a Ele      Ele orou a Deus
Foi chamado de Deus                           Foi chamado de homem
Chamado de Filho de Deus               Chamado  de Filho do homem
Era sem pecado                                         Foi tentado
Sabia todas as coisas                              Crescia em sabedoria
Ele dá vida eterna                                     Morreu em uma cruz

VI - COMPARAÇÃO ENTRE O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ADÃO
Em I Co 15:45-47, o primeiro Adão, ou seja, não há ninguém antes dele. Jesus é o último adão, não há ninguém depois dele. No versículo 47 ele é o segundo, ou seja, não há sequer um igual entre ele e Adão.
SEMELHANÇAS
1 - Na sua identidade: Os dois foram criados à imagem de Deus.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1:27)
O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; (Cl 1:15)
2- Na sua humanidade: Tiveram uma natureza tríplice; Espírito, alma e corpo.
3- Na sua representatividade: Por escolha de Deus, Adão e Jesus foram comissionados como cabeças da raça humana. Na desobediência, Adão representou toda a humanidade. Na sua obediência, Jesus representou toda a nova humanidade que segue seus passos.
4- Na sua vulnerabilidade: Depois do pecado de Adão a natureza humana ficou caracterizada por fragilidade. Mas será que Jesus foi igualmente vulnerável?
Se Jesus foi imune à dor, ao desânimo, à dúvida, ele não venceu o mundo, e não pode salvar.

CONTRASTES
1 - Diferentes na sua tentação.
Adão tinha que resistir a apenas uma tentação para garantir sua santidade. Jesus teve que viver 30 anos de provação antes mesmo de se manifestar com o Messias. Nestes 30 anos ele nunca cedeu à tentação. Antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. (Hb 4:15b)
2 - Diferentes na sua submissão.
De Adão Deus cobrou uma submissão à vida. (Gn 2:16-17) Enquanto que Jesus foi chamado à uma submissão até a morte.  (Fl 2:7-8)
3 - Diferentes na sua punição
Adão foi punido por seu próprio pecado, enquanto quer Jesus foi punido por nossos pecados.
4- Diferentes na sua qualificação
Um relacionamento com Adão gera morte, mas um relacionamento com Jesus significa vida.

VII - OFÍCIOS DE JESUS
Na época do Antigo Testamento havia três classes de mediadores entre Deus e seu povo: o profeta, o sacerdote, e o rei. Como perfeito Mediador (1 Tim. 2:5), Cristo reúne em si mesmo os três ofícios.
PROFETA - Jesus é o Cristo-Profeta que ilumina as nações; Como Profeta ele pregou a salvação, anunciou o Reino e revelou o futuro
SACERDOTE – Jesus é o Cristo-Sacerdote que se ofereceu como sacrifício pelas nações;
REI – Jesus é o Cristo-Rei que reina e reinará sempre sobre as nações.

VIII - DECLARAÇÃO DE FÉ DOS BATISTAS BRASILEIROS
1-Deus Filho, Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus. (Sl.2:7; 110:1; Mt.1:18-23; 3:17; 8:29; 14:33; 16:16; 27; 17:5; Mc.1:1; Lc.4:41; 22:70; Jo 1:1,2; 11:27; 14:7-11; 16:28).
2-Nele, por ele e para ele, foram criadas todas as coisas.(Jo.1:3; I Co 8:6; Cl. 1:16,17)
3- Na plenitude dos tempos ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerada pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria, sendo, em sua pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.(Is. 7:14; Luc. 1:35; Jo 1:14; Gl. 4:4,5) 
4- Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem. ( Jo 14:7-9; Mt. 11:27; Jo 10:30,38; 12:44-50; Cl. 1:15,19; 2:9; Hb. 1;3) 
5-Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e revelou e obedeceu toda a vontade de Deus. (Is. 53; Mt. 5:17; Hb. 5:7-10)
6-Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando a culpa de nossos pecados, conquanto ele mesmo não tivesse pecado.( Rm. 8:1-3; Fm. 2:1-11; Hb. 4:14,15; IPe. 2:21-25) 
7- Para salvar-nos do pecado, morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde à destra do Pai, exerce o seu eterno sumo sacerdócio.( At. 1:6-14; Jo. 19:30,35; Mt. 28:1-6; Lc. 24:46; João 20:1-20; At. 2:22-24; I Co. 15:4-8)
8- Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens e o único e suficiente Salvador e Senhor. (Jo 14:6; At. 4:12; I Tm. 2:4,5; At. 7:55,56; Hb. 4:14-16; 10:19-23)
9- Pelo seu Espírito ele está presente e habita no coração de cada crente e na igreja. (Mt. 28:20; Jo 14:16,17; 15:26; 16:7; I Co. 6:19)
10- Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora. (At. 1:11; I Co. 15:24-28; I Ts. 4:14-18; Tt. 2:13)


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cristologia - O estudo sobre Cristo


CRISTOLOGIA  -  Cristo (ungido)  + logia (estudo, doutrina) Teologia é o estudo sobre o Cristo ( ungido de Deus). Então CRISTOLOGIA é a área de estudo dentro da Teologia Sistemática que se ocupa da interpretação dos textos bíblicos referentes à pessoa e à obra de Jesus Cristo.
I - A  pré existência de JESUS - A Palavra de Deus declara enfaticamente que Cristo já existia antes que viesse ao mundo, antes que encarnasse, nascendo como homem, filho de Maria. Esta declaração, sustentada pelas Escrituras, é prova de que Cristo não é apenas um homem (pois nenhum homem existiu antes de seu nascimento), mas Ele é Deus Eterno e Incriado. A vida do Filho de Deus não “começa” com o nascimento de Jesus. O Cristo visto e acompanhado pelos discípulos na Terra preexistia ou existia antes de se manifestar aos homens (João 17.5 e 24, João 8.58, João 5.26 e Ap 1.8.).
II- A pessoa de Cristo: A natureza humana de Cristo
Era necessário que Jesus em tudo fosse semelhante aos seus irmãos (Hb 2.17) para que se cumprisse um princípio de justiça divina. Foi o homem que pecou e cabe ao culpado reparar a sua falta. Jesus Cristo se fez homem, sem culpa, tomou a culpa de todos nós e cumpriu a justiça divina. Cristo se fez semelhante ao homem – Fp 2-6 a 8 Rm 8.3
Jesus Cristo era um homem:
→Possuía um corpo humano (Lc 24.39)
→Sentiu fome (Mt 21.18), sede (Jo 19.28), sono (Mt 8.24), cansaço (Jo 4.6)
→Possuía uma alma racional
→Crescia em sabedoria (Lc 2.40), sentiu tristeza (Mc 14.34), indignava-se (Jo 2.3-16) amava (Mc 10, 21; Jo 13.1), chorava (Jo 11.35), foi tentado (Hb 2.18)
→Possuía ascendência humana
→Feito de mulher (Gl 4.4 e Mt 1.18) Feito da semente de Davi (Rm 1.3, MT 1.1 At 13.22 e 23)

III- A pessoa de Cristo: A natureza divina de Cristo

A) NOMES DIVINOS ATRIBUÍDOS A CRISTO:
1) Deus (Jo.1:1; Jo.1:18; Jo.20:28; Rm.9:5; Tt.2:13; Hb.1:8).
2) Filho de Deus (Mt.8:29;16:16;27:40; Mc.14:61,62; Jo.5:25;10:36;
3) Senhor (At.9:17;16:31; Lc.2:11; Rm.10:9; Fp.2:11). O termo "Senhor" em grego é Kúrios, e significa Chefe superior, Mestre.

B) PELO CULTO DIVINO QUE LHE É ATRIBUIDO:
1) Somente Deus pode ser adorado (Mt.4:10).
2) Jesus aceitou e não impediu Sua adoração (Mt.14:33; Lc.5:8;24:52).
3) O Pai deseja que o Filho seja adorado (Hb.1:6; Jo.5:22,23; compare Is.45:21-23 com Fp.2:10,11).
4) A Igreja primitiva o adorou e orava Ele (At.7:59,60; IICo.12:8-10).

C) PELOS OFÍCIOS DIVINOS QUE LHE FORAM ATRIBUÍDOS:
1) Criador (Jo.1:3; Hb.1:8-10; Cl.1:16).
2) Preservador (Cl.1:17). 
3) Perdoador de pecados (Mc.2:5,7,11; Lc.7:49).

D) ATRIBUTOS DIVINOS LHE SÃO ATRIBUÍDOS:
1) Atributos Naturais: 
a)Onisciência (Jo.1:47-51;4:16-19,29;6:64;16:30;8:55; Jo.10:15;21:6,17; Mt.11:27;12:25;17:27; Cl.2:3). 
b) Onipresença (Jo.3:13;14:23 Mt.18:20;28:20; Ef.1:23). 
c) Onipotência (Mt.8:26,27;28:28; Hb.1:3; Ap.1:8). 
d) Eternidade (Jo.8:58;17:5,24; Cl.1:17; Hb.1:8;13:8; Ap.1:8;). 
e) Vida (Jo.10:17,18;11:25;14:6). 
f) Imutabilidade (Hb.1:11;13:8).
g) Auto-Existência (Jo.1:1,2).
2) Atributos Morais:
a) Santidade (At.3:14;4:27Jo.8:12; Lc.1:35; Hb.7:26; IJo.1:5; Ap.3:7;15:4).
b) Bondade (Jo.10:11,14; IPe.2:3; IICo.10:1).
c) Verdade (Mt.22:16; Jo.1:14;14:6; Ap.19:11;3:7; IJo.5:20).

E) OBRAS ATRIBUÍDAS IGUALMENTE A DEUS E A JESUS CRISTO: 
1) Criou o mundo e todas as coisas: Deus Pai (Ne.9:6; Sl.146:6; Is.44:24; Jr.27:5; At.14:15;17:24), Jesus Cristo (Sl.33:6; Jo.1:3,10; ICo.8:6; Ef.3:9; Cl.1:16; Hb.1:2,10). 
2) Sustenta e preserva todas as coisas: Deus Pai (Sl.104:5-9; Jr.5:22;31:35), Jesus
  Cristo (Cl.1:17; Hb.1:3; Jd.1) 
3) Ressuscitou Cristo: Deus Pai (At.2:24; Ef.1:20), Jesus Cristo (Jo.2:19;10:18).
 
4) Ressuscitou mortos: Deus Pai (Rm.4:17; ICo.6:14; IICo.1:9;4:14), Jesus Cristo (Jo.5:21,28,29;6:39,40, 44, 54;11:25; Fp.3:20,21).
 5) É o Autor da regeneração: Deus Pai (IJo.5:18), Jesus Cristo (IJo.2:29).

IV - Heresias sobre Jesus
 a) Apolinarismo: Ensina que Jesus possuía apenas um corpo humano, mas não um espírito humano, pois o lugar do espírito foi ocupado pela natureza divina de Cristo;
b) Nestorianismo: Ensina que havia duas pessoas em Cristo, uma pessoa humana e outra divina;
c) Monofisismo: Ensina que Cristo possuía uma só natureza, originada de uma mistura das naturezas divina e humana;
d) Gnosticismo: Ensina que Jesus não possuía um corpo humano real;
e)  Arianismo: Ensina que Jesus não era o verdadeiro Deus, mas um deus menor que o Pai;

 f) Kenoticismo: Ensina que Jesus abriu mão de atributos divinos quando se tornou homem e deixou de ser plenamente Deus;

terça-feira, 27 de agosto de 2013

É melhor não deixar o ovo cair

A história de JESUS é um mito”, dizia o professor de ciências de uma escola a seus alunos, alguns dias antes da Páscoa. “Jesus não saiu do túmulo,” continuou, “mas, primeiramente, não existe nenhum Deus no céu que possa permitir que seu filho seja crucificado.”
“Senhor, eu acredito em Deus”, Jimmy protestou. “E eu acredito que ele ressuscitou!”
“Jimmy, você pode acreditar no que você quiser, é claro,” o professor respondeu. “Porém, no mundo real não existe a possibilidade de tais milagres, como a ressurreição. Ninguém que acredite em milagres pode respeitar a ciência.”
“Deus não é limitado pela ciência,” Jimmy respondeu. “Ele criou a ciência!”
Incomodado com o modo como Jimmy defendia sua fé, o professor propôs um experimento cientifico. Foi até a geladeira e pegou um ovo de galinha.
“Eu vou deixar este ovo cair no chão,” começou o professor. “A gravidade vai fazer com que ele caia no chão e se despedace. “Olhando fixamente para Jimmy, ele continuou: “Agora, Jimmy, eu quero que você faça uma oração e peça ao seu deus para que quando eu soltar este ovo ele não caia no chão e se quebre. E se ele conseguir fazer isto, você terá provado que Deus existe, e eu terei que admitir isso.”
Após pensar por um momento sobre o desafio, Jimmy lentamente começou sua oração. “Querido Pai celeste,” ele iniciou. “Eu peço que quando o meu professor soltar este ovo … ele caia no chão e se quebre em uma centena de pedaços! E também, Senhor, eu peço que quando este ovo quebrar, meu professor tenha um ataque cardíaco fulminante e morra. Amém.”
Após os cochichos da classe, veio um silêncio fúnebre. Por um momento o professor não fez nada. E por fim ele olhou para o Jimmy e depois para o ovo. E, sem dar uma palavra, ele cuidadosamente devolveu o ovo na geladeira. “A aula acabou” disse o professor enquanto pegava suas coisas.
O professor aparentemente acreditava mais em Deus do que ele mesmo imaginava. Muitas pessoas são como este professor, negam que Deus existe, mas correm para ele nos momentos difíceis. Porém questionam, e o atacam todas as vezes que tem chance. Jimmy sabia que Deus não iria matar o seu professor naquele momento, mas também sabia que seu professor não apostaria sua vida por  um ovo.

Quando sua vida está em jogo a idéia de que Deus existe parece fazer mais sentido.

Adaptado da "Still More Hot Illustrations for Youth Talks"

A lição da borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem então decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento , as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.
“Eu pedi forças… e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.
Eu pedi sabedoria… e Deus deu-me problemas para resolver.
Eu pedi prosperidade… e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem… e Deus deu-me obstáculos para superar.
Eu pedi amor… e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores… e Deus deu-me oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi… mas eu recebi tudo de que precisava.”

Autor desconhecido 

sábado, 24 de agosto de 2013

Texto do Pr Isaltino

O NOVO TEÓLOGO DA VEJA



Isaltino Gomes Coelho Filho
                Assino a “Veja” há anos. Gosto de lê-la e sua chegada em casa (em Macapá, três ou quatro dias após surgir nas bancas – se o entregador não erra o endereço) é bem saudada. Junto com outras publicações, ela defende um Estado soberano, democrático, de leis e ordem, que alguns que pensam em democracia como a imposição de suas idéias rejeitam (os que sabem o que é melhor para o povo – na melhor aristocracia platônica, mas de esquerda). São os que querem a democratização da imprensa (controlada pela máquina partidária) e que falam em monopólio da informação, esquecidos que monopólio alude a um, e que havendo muitos poderia, na pior das hipóteses, se chamar oligopólio. Nem a língua portuguesa o pessoal saber usar.  Bem, há quem goste de “muito pouco”, ao invés de “pouquíssimo (se algo é pouco não é muito).
                 O problema são alguns colunistas que desejam teologar. Acho isso incrível. A turma não quer a Igreja Católica e as igrejas evangélicas opinando sobre a vida secular, mas quer o direito de ditar à Igreja e às igrejas uma agenda. Querem um estado leigo (o que quero também), mas querem uma igreja secularizada.
Primeiro foi Maílson da Nóbrega, que saindo de sua área de conhecimento, Economia, onde é muito bom, postou o artigo “Falácias e verdades”, na “Veja” de 26.9.11. Afirmou que a Bíblia dizia que o Sol girava ao redor da terra e assumiu a versão burlesca e falsa do julgamento de Galileu, que teria murmurado entre os dentes “Mas ela se move”. Mentira e burla que detratores da Igreja espalharam. O Dr. Maílson alcandorou à esta patacoada o senso de fato. Respondi-lhe no artigo “Falácias e verdades ou: Maílson da Nóbrega, pergunte antes de afirmar” (ver no site www.isaltino.com.br).
Impressiona como as pessoas falam bobagens sobre a Bíblia, sobre o cristianismo e sobre a Igreja e as igrejas sem conhecer nada. Meu desencanto total com a maçonaria se deu com a leviandade habitual de um “maçonólogo” (cada uma que aparece!) que escreveu um artigo ridículo sobre o Livro de Enoc, como eles grafam, com um monte de tolices, ignorâncias e mentiras tão grotescas que só fanatizados aceitam. Ignorante de que há vários livros atribuídos a Enoque, o autor fala de um só, que a Igreja tirou do cânon porque ia contra sua posição teológica. Poucas vezes, em tão poucas linhas, vi tanta bobagem junta. Enviei uma carta à redação da revista e entreguei cópias a vários maçons de destaques. Como uma instituição que diz prezar a verdade publica tanta bobagem, com ar de pesquisa? O maçonólogo, que não é “verdadólogo”, continua ditando escrevinhação! Isso me aborrece! O mundo é medíocre, inculto, desconhece fatos e insiste em afirmar abobrinhas em alto e bom som!
Na “Veja” de 7.8.13, J. R. Guzzo escreveu “Pensamento simples”. Assume o papel de “teólogo” que dita à Igreja uma agenda que ele acha correta. Uma questão deve ser estabelecida desde o início: a Igreja é a única instituição sobre a face da terra que reivindica autoridade divina. Se o pessoal concorda ou não, se gosta ou não, não vem ao caso. Mas se a Igreja e as igrejas perderem essa noção de substância, nada podem fazer. Nivelam-se a qualquer outra instituição. Sequer merecem o espaço que lhe dão. Não compete aos de fora ditarem a agenda da Igreja e das igrejas. Parece-me com a postura do “cristianismo alemão” e das igrejas controladas em países comunistas: “Vocês pregam o que nós dizemos”. Não querem os palpites da Igreja? Recusem-nos. Mas não deem seus palpites à Igreja.
Guzzo afirma que a Igreja deve cumprir o Sermão da Montanha, que ela nunca cumpriu, e que é “o texto mais importante do Evangelho”. Ele deve possuir um “importantômetro”, que mede o grau de importância das passagens bíblicas. E não deve ter lido todo o Novo Testamento para uma visão global de seu ensino, e assim não entendeu o Sermão do Monte quando o leu. Sua função, no evangelho de Mateus, é mostrar aos cristãos de pano de fundo judaico, que a antiga ordem já passou. “Moisés disse” é trocado por “Eu, porém, vos digo”. “Ouvistes” é substituído por “Mas eu vos digo”. Jesus estabelece que é o seu ensino e não a bagagem passada que deve ser carregada. Tanto que o ponto de julgamento (Mt 7.24-27), não é mais a Torah,  a lei dos judeus, mas “estas minhas palavras”. Findo o sermão, a multidão se admira da qualidade do seu ensino, em oposição aos dos fariseus, cerne teológico do judaísmo. Estes transformaram a religião em matéria de ritos, gestos, roupas pomposas, celebrações teatrais. Jesus a traz para o interior. “Tu, porém, entra em teu quarto”.  Até o “Pai nosso” deveria ser recitado na vida privada, e não na praça. Jesus internalizou a religião, tirando-a da gestualidade teatral que inclusive sucede nas viagens papais e em algumas seitas neopentecostais, em que a entrada do pastor é saudada com o toque do shophar, cena para lá de grotesca!
Lendo todo Mateus, Guzzo terá uma noção melhor do papel do sermão do monte, por que está ali, enquanto que, em Lucas, se localiza em outro momento histórico. Os dois evangelistas usaram-no em seus contextos literários, inserindo-os como parte (e não a totalidade) da mensagem cristã, mostrando que sua ética permeia o evangelho, mas não é a essência do evangelho.
Ao dizer que ela nunca cumpriu o Sermão da Montanha, ele ignora fatos. A Igreja teve falhas enormes, mas humanizou o mundo. Quantos hospitais, trabalhos com hansenianos, ajuda a mendigos, e apoio a necessitados a Igreja e as igrejas têm cumprido! Guzzo ignora a luta social de Wilberforce. Ignora Madre Teresa da Calcutá. Ignora Martin Luther King Kr, com sua resistência pacífica, tirada do Sermão. Quando a polícia veio agredir os negros, King mandou que se sentassem e apanhassem. Ali eles venceram! Guzzo ignora Visão Mundial, Compassion, o trabalho de Charles Colson pela humanização dos presídios. Ignora Schweitzer, ambulatórios e escolas para carentes feitos pela Igreja e pelas igrejas. Até mesmo a Ordem Franciscana. Ignora que o trabalho dos batistas tirou mais gente do crack que a política de tolerância governamental. Que nossos orfanatos mudaram o destino de mais crianças que a Fundação Casa. Vamos fazer um levantamento?
Lendo o Novo Testamento, Guzzo verá que o mais importante da Bíblia não é sua ética, mas a obra de Jesus Cristo efetuada na cruz. Pode não gostar disso, mas não faz diferença porque é isso. Não gosto de Marx, mas não posso dizer que Marx ensinou o que eu acho que ensinou, e que destoa do que ele escreveu. Os quatro evangelhos terminam com a morte e a ressurreição de Jesus. As cartas do Novo Testamento, bem como o livro de Atos tratam deste assunto, como sendo a culminância do judaísmo e o tema central do cristianismo. O judaísmo é o vinho velho. Em Jesus chega o vinho novo. Paulo disse que o evangelho é isto: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras e ressuscitou dos mortos segundo as Escrituras”. O mais importante na Bíblia, Sr. Guzzo, é a pessoa de Jesus, e não uma parte de seus ensinos. A igreja de Cristo foi fundada com base nesta pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Não foi “Que achais do Sermão do Monte?”.
O autor encerra o artigo falando sobre o Sermão da Montanha: “’… é nele que Cristo ensina que o homem tem que ser honesto, tolerante e generoso, tem de dizer a verdade, saber perdoar e buscar a justiça, viver em paz e amar o próximo”. Jesus não precisaria vir o mundo para dizer isto. Foi dito no Antigo Testamento, e com muito mais ardor pelos profetas que por ele. Dizem as pessoas sem muita noção: “Ele foi morto porque pregou o amor e a paz”. Engano. Para que morrer por dizer isto se isto fora dito milhares de vezes, antes? Ele ensinou a si mesmo, não uma verdade atrás da qual se escondeu. Lendo os evangelhos, se verifica que o tema de Jesus foi Jesus. Praticar sua ética é consequência de crer em sua pessoa e comprometer-se com ela.
Quanto à tolerância com gays, a opção pelo celibato e a negação do concubinato (viver com outra pessoa sem ser casada com ela – políticos casados não têm mais amantes, mas namoradas), desculpe. Sr. Guzzo, não lhe compete dizer à Igreja o que fazer. A questão não é “não pode isso não pode aquilo”. A questão é de valores que a Igreja adotou, e em que sua cosmovisão fazem sentido (as questões de varejo) porque mexem na questão do atacado. Não é tão simples assim. Não entender isso é ser simplório. A Igreja teria que mudar em cada geração, perderia sua autenticidade, voaria ao sabor dos ventos, nada teria a dizer ao mundo. O simples é isto: ela é voz de Deus ou eco da voz dos homens?
Sobre seu argumento que parece ser o desencadeador da argumentação, quando o Papa diz que “Se uma pessoa é gay, procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”. É uma pergunta retórica. Qualquer um pode buscar ao Senhor. É óbvio. Mas há comportamentos que a Bíblia diz que o Senhor não aceita. E a Igreja e as igrejas não têm autorização para uma nova Bíblia. Soa confuso? É simples: a Igreja não se vê como uma ONG criada para satisfazer as pessoas e massagear seu ego. Ela tem valores muito ricos, que vêm de milhares de anos, não pode se pautar pelas novidades que surgem. Ela já foi usada, indevidamente, para defender a escravidão e a violência. Como a frase de José de Anchieta: “espada e vara de ferro, que é a melhor pregação”. O contexto cultural de Anchieta adaptou a mensagem do evangelho. A Igreja de verdade, muitas vezes, terá que ir contra a cultura vigente. O verdadeiro evangelho refuta essas práticas. Como o infanticídio, a poligamia e o canibalismo eram práticas sociais aceitas e saudáveis, até que o evangelho as condenou. Sempre haverá choque entre os valores da Igreja e os do mundo. Por causa da maciça propaganda gay, o homossexualismo está em alta. Quem discorda (mesmo sem combater) é homófobo. Parece que a única virtude válida hoje é a tolerância, vista como uma caminhada na direção da ditadura do pensamento único, que abole a concepção de democracia. Só que a tolerância é sempre com os do mesmo lado. Podemos ser chamados de ”fundamentalistas” por gente que sequer sabe a origem do termo. Mas se chamarmos alguém do outro lado de “devasso”, estamos em maus lençóis. Se discordo de alguém, sou preconceituoso. Se alguém discorda de mim, usa de seu direito de expressão. É a pasteurização conceitual.
O que querem não é a humanização da Igreja, mas seu amordaçamento. Ela é vista como quem deve apoiar tudo o que os homens fazem, pois sua função é tornar pessoas felizes. Isso é ser simplório. Adaptar a mensagem do evangelho às épocas e aos quereres humanos simplesmente a aniquilaria. Se é para dizer que tudo é certo e que podem fazer o que quiserem que a Mamãe Igreja perdoa os filhinhos, ela não é necessária. Em tempo, sou protestante. A igreja não me é mãe, mas irmã.
A Igreja e as igrejas não devem buscar popularidade e aplauso do mundo. A multidão que gritava “Hosana ao Filho de Davi”, menos de uma semana depois gritava “Crucifica-o!”. Como ministro religioso não busco aplausos. Nem do rebanho que Deus me confiou. Busco ensinar o que a Bíblia diz. As pessoas devem obedecê-la e não tenho autoridade para ajustá-la ao querer humano. Quem não concordar não concorde. Da mesma forma com a Igreja. Quem não concorda com ela, paciência. O que não se pode é ter uma Igreja para cada tipo de pessoa. A concepção dominante, aqui, é o conceito de Igreja. Ela tem origem espiritual, com valores eternos, ou é uma instituição humana? Ela tem uma mensagem da parte de Deus aos homens ou é um organismo que toma decisões pela opinião pública e assim revê seus valores pelo viés da vontade humana? É a Bíblia ou o Ibope?
Críticos da Igreja e das igrejas: vocês já tentaram ouvir? Já lhes passou pela cabeça que podem estar errados e que devem acatar a primeira mensagem da igreja cristã? Em tempo: a primeira mensagem da igreja cristã não foi o amor, mas o chamado ao arrependimento, à mudança de atitudes e uma nova vida com Deus. Já pararam para pensar que devem mudar de vida? Há uma possibilidade mínima de que estejam errados, em seu culto a si e aos seus desejos?
Releia o Sermão da Montanha, Dr. Guzzo. Leia as cartas do Novo Testamento. Veja o todo para entender a árvores. Absolutizar o ensino do Sermão da Montanha é ver uma folha e pensar que viu a floresta.
Meus respeitos. Já li muito do senhor, e admiro sua competência. É a primeira coluna que leio na Veja.  Continuarei lendo e respeitando como intelectual que me instrui. Continuo lendo Maílson da Nóbrega. Que é competente. Só não leio mais o Xico Trolha por causa do seu Enoc. Deste pulei fora. Leviandade me agasta.

Do meu leito, na Unimed de Macapá,
Isaltino Gomes Coelho Filho

domingo, 14 de julho de 2013

TEOLOGIA - Teontologia parte 2


TEONTOLOGIA -  Parte 2

 Teísmo cristão - é a crença na existência de um Deus único - monoteísmo - como causa primária e transcendental do universo e sendo cristão o que recebeu o batismo e professa a religião cristã

IX - Conceitos Errôneos a respeito de Deus –

Ateísmo →O ateísmo consiste na negação absoluta da existência de Deus. Existem os ateus práticos (são aqueles que não reconhecem de forma alguma a pessoa de Deus e vivem na pratica como Deus não existem) e os ateus teóricos (na maioria uma classe mais intelectual e fundamentam sua negação da existência de Deus no desenvolvimento do raciocínio puramente humano. 

Deísmo→ Uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a ideia de revelação divina. Argumentam que Deus é o criador do mundo mas que não intervém de forma alguma nos afazeres do mesmo.

Panteísmo→ defende que as arvores, montes, sol, lua, animais são partes integrantes de Deus e por esses motivos devem ser adorados.

Politeísmo→ Defende a ideia de que o universo é governado não apenas por um Deus, mas por uma multiplicidade. Implicando assim a ideia de um deus para cada área da vida (deus da agua, deus da fertilidade, deus da guerra e etc.

Henoteísmo→ Defende a ideia da veneração de um Deus Supremo, mas não nega a existência de outros

Agnosticismo→ Nega a capacidade humana de conhecer a Deus, afirmam que a mente humana não pode conhecer o finito. Os agnósticos ignoram a diferença entre conhecer em parte e o conhecer absoluto.

X - Nomes de Deus 

Tetragrama יהוה - -Eu Sou, revela autoconsciência, Ex 3.14.

Jeová é um dos nomes mais importantes, pelo qual o senhor se tem feito conhecer.

Elohim, é o Deus criador, enquanto que Jeová é o Deus da aliança com a criação.

A combinação do nome Jeová com outros, resulta em outros nomes, como:





 XI- Conhecendo Deus através de seus atributos

 1 - Atributos Naturais: Também chamados de intransitivos, incomunicáveis, absolutos.

 a) Eternidade: Sem principio nem fim de dias. Sl 90.2,12; Ef 3.21. Não significa apenas início e fim de todas as coisas, mas sim, que Ele transcende todas as limitações temporais.

b) Imensidão: A infinidade de Deus em relação ao espaço é assim denominada. Deus é imenso, majestoso, I Rs 8.27; Sl 145.3. É a perfeição de Deus pela qual Ele ultrapassa todas as limitações espaciais e, contudo está presente em todos os pontos do espaço com todo o seu ser pessoal.

c) Imutabilidade: Não muda em sua natureza, nem para melhor e nem para pior, Ml 3.6; Nem em seus atributos Ele não adquire mais poder ou mais conhecimento.

d) Onisciência: Atributo pelo qual Deus de maneira inteiramente única conhece a si próprio e a todas as coisas possíveis e reage num só ato eterno e simples. Sl 139.2

e) Onipresença: presença permanente em todos os lugares ao mesmo tempo. É de se concordar que Deus não esta em todos os lugares num mesmo sentido e com o mesmo propósito, Sl 139.

f) Onipotência: Poder absoluto, possuidor de todo poder. Deus é superior a todas as forças existentes. Is 41.13.

G) A Soberania de Deus: Consiste na soma de seus atributos naturais. Ele não depende de ninguém, Ele determina a finalidade de cada uma delas.

2. Os Atributos Morais de Deus

a) Santidade: Absoluta pureza moral Sl 99.9; Is 6.3

 b) Justiça: É santidade ativa (em ação), zelando pela moral, assim ela se manifesta no seu trato com suascriaturas. Dt.32.4; Is 45.19 Pv 21.3

c) Veracidade e Fidelidade: Nm 23.19, Ele é real, Ele é fiel, Dt 4.31; Lc 18.7; Jr 4.28; Rm 3.4.

d) Bondade: Quando Jesus disse que “ninguém é bom, se não um só que é Deus”, Ele referia-se ao sentido absoluto e da bondade, que é o “sumo bem”, Mc 10.18; Sl 25.8; Rm 2.4.

e) Misericórdia: É a bondade de Deus agindo em favor dos miseráveis espirituais e provendo o seu alívio, Tt 3.5; Lm 3.22; Is 49.13; Sl 32.5.

 f) Longanimidade: Ligada à bondade e a misericórdia. É o atributo pelo qual Deus torna-se tardio em julgar e condenar o ímpio, Ex 34.6; Sl 86.15; Rm 9.22.

g) Amor: O amor de Deus possui caráter eterno, ilimitado, imutável e inesgotável. É a razão pela qual Cristo morreu por nós, para fazer expiação pelos nossos pecados. É a fonte permanente de estimação, bondade e misericórdia. Os demais atributos decorrem do amor de Deus, Jo 3.16; Ef 2.4; Jr 31.3; Rm 9.11-13.

sábado, 6 de julho de 2013

Teologia - Estudo sobre Deus (parte 1) EBD - PIBAC


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
PRIMEIRA IGREJA BATISTA EM ARRAIAL DO CABO

Estudo sobre Deus - parte 1


 TEOLOGIA  -  Theos (Deus)  + logia (estudo, doutrina) Teologia é o estudo de (sobre) Deus
TEONTOLOGIA _ Theos + onto (ser) + logia  = TEONTOLOGIA é o estudo do ser Deus
  A existência de DEUS
A BÍBLIA  em momento algum busca provar a existência de Deus – (o que vem a Deus deve crer que Ele existe)

I - Como Podemos Saber que Deus Existe?
1 - Todas as pessoas de qualquer lugar têm uma profunda intuição íntima  de que Deus existe, de que são criaturas de Deus e de que ele é seu Criador.  - Rm 1. 15-32; Sl 14.1; Sl 53.1; Sl 10.3-4;  Ef 3.17; Fp 3.8, 10; Cl 1.27; Jo 14.23; 1Pe 1.8
2- Além da consciência íntima de Deus, que dá claro testemunho do fato de que ele existe, encontramos  claras evidências da sua existência nas Escrituras e na natureza. Rm 1.20 At 14.17; Sl 19.1-2
3- Argumentos filosóficos:
3.1 - Cosmológico -  considera que toda coisa conhecida no universo tem uma causa. O próprio universo tem uma causa – essa causa só pode ser Deus.
3.2 - Teleológico  -por tudo funcionar perfeito e em ordem no universo, então existe um Deus inteligente e determinado que o criou;
3.3 - Ontológico – parte da ideia de deus definido como um ser maior do que qualquer coisa que se pode imaginar.
3.4 - Moral  – é necessário existir um Deus que seja a fonte  do certo e do errado e que um dia vai impor a justiça a todas as pessoas.

II- Como podemos conhecer a Deus
1 O que é conhecer?
2- Como Deus se revela?
Revelação – é Deus tornando-se conhecido ao homem de tal modo que o homem seja capaz de entender a sua revelação
1 - Revelação geral: através da criação (Sl 19. 1 a 6)
2 - Revelação especial: através da Palavra
→Cristo -  a palavra viva de Deus;      
→ Bíblia  -  a Palavra escrita de Deus

III - Porque é possível conhecer a Deus?
1 – Deus é quem escolheu revelar-se ao homem
2 – Deus fez o  homem a sua imagem e semelhança
3 – Deus falou em linguagem compreensível (Gn.2.15,17; HB.1.1-2)
4 – Deus nos deu o Seu Santo Espírito (I Co.2.10-13)


IV - Cognoscibilidade de Deus
É possível conhecer a Deus , pois ele próprio se revelou a nós. Mas Será que Podemos Realmente Conhecer a Deus?
Deus quis se revelar à humanidade através da Bíblia e ela é a única que nos diz como compreender o testemunho que a natureza dá de Deus. Mt 11.27;  Jo 1.18;  Rm 1.18,19, 21, 25;  1Co 1.21;  1Co 2.14;  2Co 4.3-4
As Escrituras nos falam sobre Deus e nos ensinam tudo o que necessitamos saber sobre ele. Jo 4.24;  Rm 3.26;  Sl 139.17;  Jr 9.23-24;  Hb 8.11


V - A incompreensibilidade de Deus
Deus é incompreensível, ou seja: Ele não pode ser plenamente compreendido. Sl 147.5; Sl 139.6, 17;  1Co 2.10-12;  Rm 11.33;  Is 55.9;  Jó 26.14;  Sl 139.6, 17-18;  Cl 1.10
→Apesar de podermos conhecer a Deus, ele é incompreensível
→Se algum homem conhecesse a Deus completamente, este seria Deus.
→Mesmo no céu, nunca conheceremos a Deus em toda a sua extensão. Ele é infinito.
→Finitum non capax infinitum”- o finito não pode compreender o infinito.
→Nossa mente é limitada para a compreensão de Deus, pois ele é infinito
→Conhecimento é diferente de compreensão
→Podemos conhecer a Deus... Mas não podemos compreendê-lo
→ “Conheço a revelação de Deus, mas não compreendo (contenho) Deus.

VI - A natureza de Deus

Deus é espirito – É incorpóreo e invisível.
→O braço de Deus -  Onipotência
→Os pés de Deus – Onipresença
→Os olhos de Deus – Oniciência
A antropopatismo é a atribuição de sentimentos humanos a Deus e seres que não são humanos.
O antropomorfismo confere à Deus e objetos atributos e atos humanos, é a atribuição  formas humanas a quem não é humano.

VII - Deus em relação ao universo
  Criador,  Sustentador e  Governador

VIII- Definição de Deus –
 Deus é um espírito infinito e perfeito em quem todas as coisas tem sua origem, sustentação e fim (Jo.4:24; Ne.9:6; Ap.l:8; Is.48:12; Ap.1:17).