segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Orvalho sobre o Arraial (16)




Tocar em Jesus
  
         Jesus nos  ama.  E dessa afirmação vem todo o nosso sentimento de prazer quando estamos em sua presença. Sentir o amor de Jesus é algo maravilhoso, indescritível. Sentir Jesus tocar em nossas vidas é perceber a sensibilidade de um Deus que verdadeiramente se importa conosco, a ponto de conhecer a cada um de nós de maneira individual.
         Mas é bom percebermos que o mesmo Jesus que nos toca, pode ser tocado. Nos evangelho vemos várias ações do nosso Senhor, quando em meio a multidões alguém o tocava fisicamente, e ele compreendia qual era a necessidade desses toques.
         Também há os maravilhosos relatos daqueles que tocavam no emocional de Jesus. E tocar no emocional significa trazer até a Cristo toda e qualquer dor humana por qual se está passando.
         E sempre que se toca em Jesus, ele responde ao toque. Porque ele sabe do que precisamos, mas quando o tocamos, estamos afirmando que somos dependentes de seus cuidados, que somos dóceis aos seus medicamentos, que somos sensíveis ao seu murmurar
         Amada  igreja. Vamos tocar em Jesus com nossas Vidas, com nossas orações, com nossa disposição, com nosso amor por Ele.

       Oração
       Como é bom pai, sentir que estamos sendo tocados pelo teu santo Espírito. Mas também, o Pai, como é gostoso quando percebemos que tocamos em suas vestes e somos abençoados por isso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vidas que marcam (20)


Teófilo

         Somente um amigo de Deus poderia marcar tanto um evangelista como Lucas, a ponto de fazê-lo fazer uma pesquisa detalhada da pessoa de Jesus para escrever um evangelho, e depois, outra pesquisa histórica do inicio da igreja cristã.
         Este era Teofilo, nome que se deriva do grego Theofilo que significa: Theos = Deus e filo = amigo. Pouco, ou quase nada se sabe sobre este personagem pois aparece apenas no prólogo dos livros que Lucas escreveu: Evangelho de Lucas e os Atos dos apóstolos.
         Percebemos a sua importância não só por lavar Lucas a escrever as santas palavras, mas também pelo tratamento que o próprio lhe proporciona ao chamá-lo de excelentíssimo. Quando a vida de uma pessoa marca a outra, esta fica sempre constrangida a abençoá-la de volta, pois desde o principio o homem entende que amor e bondade só se retribui com amor e bondade.
         Como gostaríamos, cada de um de nós, de sermos chamados por um servo de Deus do quilate de Lucas de excelentíssimo. Como seria se a nossa vida integra e honesta  fizesse com que homens de Deus se esforçassem mais e mais para mostrar o verdadeiro amor do Senhor e a verdadeira história da igreja

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cultos de celebração a Deus comemorando o 88º aniversário da PIB em Arraial do Cabo


Lição em foco - O cântico do Servo (2)



Uma nação pecadora

Uma breve exposição versículo por versículo do capítulo 1 de Isaías

     V.2-  Se rebelaram contra mim - Significa que o pecado original do homem é a revolta contra Deus por meio da qual ele busca destronar a Deus do Seu lugar de primazia e substituí-Lo por si mesmo e tendo sua vontade como a suprema. 
        V.3 - A ingratidão desses "crentes" rebaixou-os abaixo do nível de bestas embrutecidas, pois até as bestas reconhecem e apreciam seus proprietários que as alimentam e cuidam delas
        V.4 -Tendo “eles” se rebelado contra a devida soberania de Deus sobre os seus corações, abandonaram-no totalmente, juntando-se ao inimigo, no que se refere à vida moral e comportamento
        V.5 e 6 - A terra de Israel, e mais especificamente o Reino do Sul de Judá, foi figuradamente apresentada como a vítima de um doença terrível, e, o que é pior, sem tratamento adequado.
       V. 7 - A linguagem figurada dos versículos anteriores foi agora traduzida em realidade desagradável, descrevendo a devastação da terra pelas nações inimigas.
        Essa situação demonstra que a rebeldia a Deus prolongou-se por muito tempo no ministério profético de Isaías.
        V.9 – Alguns sobreviventes - Isto é, um remanescente de verdadeiros  crentes, por amor de quem Deus pouparia toda a nação de uma total destruição merecida.

         Os versículos 11 a 15 mostram o povo misturando pecado e culto, ofendendo a Deus.
         V.11 - Até mesmo as formas corretas e próprias de culto são inteiramente ofensivas ao Senhor quando prestado por crentes não arrependidos que tentam suborná-Lo a fim de que os poupe do castigo que merecem. Deus não aceita e não pode aceitar mesmo as ofertas mais pródigas e mais dispendiosas que os não arrependidos Lhe possam colocar sobre o altar. 
         V.12 - Quando o crente que não tem propósitos sinceros de abandonar seus maus caminhos, se apresenta diante de Deus no Templo resulta em violência aos  sagrados recintos e não em uma entrada devidamente reverente sobre o pavimento sagrado.
         V.13 - Ofertas vãs. Literalmente, uma oferta (de manjares) indigna – indigna por causa das motivações carnais.
          V.14 – Já pensou em Deus falando: estou cansado de suportar o seu culto, a sua adoração, por causa da sua rebeldia em continuar querendo pecar.
         V. 15 - Como essas palmas devem ofender a Deus se estão manchadas com sangue de vítimas inocentes que foram oprimidas ou mortas!
          O fracasso em voltar-se dos seus pecados tornava esses crentes inteiramente imundos aos olhos de Deus.
          O culto formalista é enganoso ao (falso) adorador, ofensivo a Deus, refletindo mera expressão externa, sem a verdadeira natureza, sem o verdadeiro significado.

            Duas coisas são necessárias para aqueles que pretendem se aproximar de Deus em busca de perdão e favor: arrependimento do pecado (v. 16) e um propósito definido de andar nos caminhos da santidade (v. 17).
             V.16 a-  Lavai-vos sugere a aplicação da graciosa promessa do Senhor de purificar aqueles que vêm a Ele da maneira indicada. Isso  inclui o abandono de todo o pecado conhecido – cessai de fazer o mal – com um sentimento de  ódio para com ele e sincero arrependimento de tê-lo cometido.
      V.16 b-  De diante dos meus olhos dá a idéia de que hedionda afronta é para o homem aparecer, sem arrependimento, diante. de um Deus que tudo pode ver, até mesmo nas profundezas de uma alma culpada.
      V.17- Aprendei a fazer o bem. Isto é, aprendei a viver virtuosa e honestamente, de acordo com a santa vontade de Deus, e particularmente sendo justos para com os fracos e oprimidos.
      V.17 -Atendei à justiça. Tenham um propósito firme e consistente de aplicar os princípios da justiça a situações concretas .
      V.17 -A preocupação principal de um crente deve ser a de demonstrar justiça verdadeira e honestidade, até mesmo para com aqueles que são facilmente vitimados e não podem se defender.
       V.17 -Defendei o direito do órfão. Juízo e juiz ambos vêm de shapat, "julgar". Esta ordem significa: "Sejam justos e imparciais ao tratar dos direitos do órfão".
          V.18 - Por mais hediondos que fossem os seus crimes, embora eles contivessem a culpa gritante do  sangue derramado (e a tintura escarlate e carmesim aqui mencionadas eram absolutamente firmes e indesbotáveis), contudo a graça de Deus era capaz de purificá-los completamente e restaurá-los à brancura imaculada da inocência.
         V .19,20. O destino do povo dependia de sua reação diante desta oferta que  exigia que se afastassem de sua maldade para receber as benévolas promessas do Senhor,
      V .19,20 -Se fossem obedientes (isto é, a apresentassem-se como sacrifícios vivos para fazer a vontade de Deus, fazendo disso o propósito principal de suas vidas), então seria certo e próprio que Deus lhes concedesse o Seu favor.
Caso contrário Deus não seria mais Deus e a Sua palavra não merecia confiança.
Neste caso o cumprimento veio em duas prestações: a invasão assíria em 701 A. C. e as invasões dos caldeus em 588-587 A. C. - 

Lição em foco - O cântico do Servo (1)



Uma abordagem de Isaías

A primeira lição da revista Palavra e Vida deste trimestre, nos traz uma abordagem geral do livro e da mensagem do profeta Isaías. Nesta abordagem, o autor procura apresentar o contexto político da época, apresentando uma nação que estava a cada dia mais caminhando  para um desagradável fecho final. Neste contexto descrito, se percebe que  Judá está,  cada dia mais, afastado dos caminhos e ensinamentos proposto pelo Senhor para a nação escolhida, fazendo com que o ambiente espiritual seja ao mesmo tempo inexistente e/ou cheio de formalismo.
Assim, a mensagem profética de Isaías é um grito de Deus para que a nação acorde da dormência do pecado e do afastamento de seus mandamentos e volte a ter uma vida de afinidade com o próprio Deus e com o compromisso de uma nação santa.
Podemos, então,  enumerar algumas verdades que são extraídas do livro de Isaías e que devem ter a sua aplicabilidade ainda hoje, tantos séculos depois:
 1 – Apesar dos devaneios da humanidade, Deus não está alheio ao  que tem acontecido;
 2 – Apesar do afastamento da humanidade, e da vida carregada de pecado, Deus continua amando o homem;
 3 – Por esse amor, Deus levanta verdadeiros mensageiros para despertar o povo da inércia espiritual;
 4 – Deus jamais abandonará o homem. A sua fidelidade é eterna. Por isso, temos sempre uma palavra de animo e de esperança. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Juntos somos melhores (15)



Textos  bíblicos sobre Mandamentos recíprocos 

I OS DISCÍPULOS VALORIZANDO OS RELACIONAMENTOS:

1.     Amem-se uns aos outros;  (João 13.34)
“Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”

2.    Aceitem-se uns aos outros; (Romanos 15.7)
“Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu, para glória de Deus.”

3.    Saúdem-se uns aos outros; (I Corintíos 16.20a)
“Todos os irmãos vos cumprimentam. Cumprimentai-vos uns aos outros com beijo santo.”

4.    Tenham igual cuidado uns aos outros; (I Corintíos 12.25)
“... para que não haja divisão no corpo, mas para que os membros tenham igual cuidado uns pelos outros.”

5.    Sujeitem-se uns aos outros (Efesios 5.21)
“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.”

6.    Suportem-se uns aos outros; (Efesios 14.1 a 3)
“Portanto, eu, prisioneiro no Senhor, peço-vos que andeis de modo
digno para com o chamado que recebestes, com toda humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando cuidadosamente manter a unidade do Espírito no vínculo da paz.”

II- OS DISCÍPULOS PROTEGEM O CORPO CONTRA  AS ENFERMIDADES

7.    Não tenham inveja um dos outros; (Gálatas 5.25 e 26)
Não nos tornemos orgulhosos, provocando-nos uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.

8.    Deixem de julgar uns aos outros; (Romanos 14.13)
“Portanto, não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tende como propósito não pôr pedra de tropeço ou obstáculo diante de vosso irmão.”

9.    Não se queixem uns dos outros; (Tiago 5.9)
“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais julgados. O juiz está às portas.”

10. Não falem mal uns dos outros; (Tiago 4.11)
“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e o julga, fala mal da lei e a julga. Se julgas a lei, já não és cumpridor da lei, mas juiz.”

11.  Não mordam nem devorem uns aos outros (Galatas 5-14 e 15)
“Mas se mordeis e devorais uns aos outros, cuidado para não vos destruirdes mutuamente.”

12. Não provoquem uns aos outros (gálatas 5.25 e 26)
“Não nos tornemos orgulhosos, provocando-nos uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.”

13. Não mintam uns aos outros  (Colossenses 3 9)
“Não mintais aos outros, pois já vos despistes do velho homem com suas ações”

14. Confessem seus pecados uns aos outros  Tiago 5.16
“Portanto, confessai vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados. A súplica de um justo é muito eficaz.”

15. Perdoem-se mutuamente-  Efesios 4. 32 
“Pelo contrário, sede bondosos e tende compaixão uns para com os outros, perdoando uns aos outros, assim como Deus vos perdoou em Cristo.”

III -  OS DISCÍPULOS CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO SADIO DA IGREJA

16. Edifiquem-se uns aos outros i Tess 5.11 
“ Por isso, aconselhai-vos e edificai-vos mutuamente, como de fato já estais fazendo.”

17. Ensinem uns aos outros  Colossenses 3.1zxz6
“A palavra de Cristo habite ricamente em vós, em toda a sabedoria; ensinai e aconselhai uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração.”

18. Encorajem uns aos outros  Hebreus 3. 12 e 13
“Antes, exortai uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama  Hoje, para que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.”

19. Aconselhem uns aos outros  (Colossenses 3.16)
“A palavra de Cristo habite ricamente em vós, em toda a sabedoria; ensinai e aconselhai uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração.”

20.Falem entre vocês com salmos hinos e cânticos espirituais  colo 3.16  Efésios 5 18 a 20
“Falando entre vós com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Senhor no coração...”

IV - OS DISCÍPULOS ESTÃO PARA SERVIR O PRÓXIMO

21. Sirvam uns aos outros gálatas 5 13 e 14
“Irmãos, fostes chamados para a liberdade. Mas não useis da liberdade como pretexto para a carne; antes, sede servos uns dos outros pelo amor.”

22.Levem os fardos pesados uns dos outros  galatas 6.2
Levai os fardos uns dos outros e assim estareis cumprindo a lei de Cristo.

23.Sejam mutuamente hospitaleiros I Pedro 4.9
Sede hospitaleiros uns para com os outros, sem vos queixar

24.Sejam bondosos uns aos outros  efésios  32
32 Pelo contrário, sede bondosos e tende compaixão uns para com os outros, perdoando uns aos outros, assim como Deus vos perdoou em Cristo.

25.Orem uns pelos outros  Tiago 5,16
“Portanto, confessai vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados. A súplica de um justo é muito eficaz.”

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Refletindo através de uma boa leitura (2)



REFLEXÃO SOBRE O LIVRO CURANDO AS ENFERMIDADES DA IGREJA

“ A igreja de Jesus Cristo vive um momento dificílimo em sua história. Por um lado, há um crescente numérico sem precedentes, por outro lado, uma luta renhida na busca da santidade num mundo amordaçado pelo pecado.
          Observa-se que muitas igrejas estão lutando contra enfermidades que, ao longo dos tempos, vem sendo cultivadas em vez de tratadas e curadas. Tais enfermidades tornam a igreja vulnerável diante das pressões do tempo presente.”
         Assim o Pr. Lécio Dornas inicia o seu livro  “Curando as enfermidades da igreja”  trazendo uma reflexão sobre quais as verdadeiras mazelas que afligem a igreja cristã em pleno século XXI.
Em busca do remédio que poderá curar a igreja das enfermidades, Pr Lécio indica  a Palavra de Deus como único antídoto e cita o pastor norte americano Rick Warren: “A chave para a igreja do século XXI será a sua saúde espiritual, não o seu crescimento.”
Quanta verdade expressa em tão poucas palavras. Como igreja temos que nos preocupar não somente em salvar vidas para o Reino de Deus, mas fazer com que a igreja de Cristo seja, não só um lugar bonito, aprazível e acolhedor, mas também um local onde reina a saúde física, emocional e, em especial, a espiritual.
Precisamos, através da Palavra, diferenciar contextualização de secularização, revendo nosso conceito de adoração, de comunhão e até de serviço e aplicá-los a luz da santidade que devemos almejar a cada dia. É hora de mergulharmos mais na Palavra para sairmos da superficialidade cristã que tanto prejudica a saúde da igreja.
Sá mergulhando num estudo integral e sadio da Palavra de Deus que  poderemos ver onde e como estamos sendo acomodados, omissos, e, porque não, muitas vezes cegos espirituais (ou enxergando demais, que é outro perigo).
Como igreja de Cristo, precisamos nos aproximar mais dEle, restaurando a intimidade, vivendo uma plena comunhão, para que tenhamos reavivada a nossa alegria de sentir  Deus e participar de um organismo que é muito mais do que humano.
Precisamos como igreja do Deus Vivo combater o que nos deixa atracado no cais de nosso templo, de nossa religiosidade, de nossa denominação e/ou de nosso tradicionalismo. Não podemos nós mesmo ser empecilho para o puro evangelho.  Temos que extirpar a nossa insensibilidade religiosa, abrirmos os olhos para um novo tempo (sabendo que a visão cristã é eterna) e, por incrível que pareça,  depois de tanto séculos, respondermos ‘presente’ a procura de Deus por verdadeiros adoradores.
Para ser curada a igreja enferma precisa redescobrir Jesus Cristo como o seu único mestre, e a partir disso, fazer a diferença.