domingo, 12 de junho de 2011

Homenagem ao Dia do pastor (2)

Ser Pastor

Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!
Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.
Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.
Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.
Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.
Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina.
 Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.
Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.
Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.
Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível".  Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.
Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.
Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.
Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.
E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.
Eu sou pastor.
Obrigado, Senhor!
Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP

Extraido do http://www.prazerdapalavra.com.br/

Homenagem ao Dia do Pastor (1)

Este texto é do meu amigo e servo do Senhor Pr. Neemias Lima.


Pastor

Ser pastor.
É mais que um cargo,
É um trabalhoso encargo,
Mas não é um fardo, 
Quando cumprido com amor.

Ser pastor.
Não é apenas servir com amor,
É caminhar em meio a dor
E morrer, se preciso for,
Sob o comando do seu Senhor.

Ele foi pastor.
Na verdade, o sumo-pastor.
Sofreu toda dor,
Mas, com amor e por amor,
Trocou o meu fardo,
E, feliz, prossigo,
Vitorioso, ao seu dispor.

Nunca serei como Ele
Um aprovado pastor.
Não entendo porque me chamou
E me capacitou a servir
Com amor.

Eu quero ser um pastor
Que dependa do meu Senhor,
E quero servir com amor, 
Mesmo que me causem dor.

Ajuda-me, Senhor!

*Escrito no dia 05 de junho de 2011, por ocasião do
Concílio Examinatório do Pr. Marcos Magalhães dos Santos

sábado, 11 de junho de 2011

Orvalhos sobre o Arraial (1)



ORVALHOS DE BENÇÃO SOBRE O ARRAIAL
Números 11. 9 “Quando, de noite, descia o orvalho sobre o ARRAIAL, sobre este  também caía o maná”.
É muito bom começarmos essa série de reflexões pensando sobre o orvalho de Deus sobre o seu povo.
Sabemos que o orvalho é uma fonte inesgotável de vitalidade e frescor para as plantas. Sem ele, as plantas iriam se definhar até morrer, principalmente num clima quente e seco como o nosso.
Como é gostoso quando, ao acordar de manhã, mesmo com as calçadas e asfaltos secos, percebermos a grama úmida e as folhas com gotas de água. É o orvalho de Senhor descendo sobre a natureza durante a escuridão da noite.
Assim também o Senhor derrama sobre nós as  suas bênçãos do dia a dia. Sem percebermos, estamos usufruindo dessas gotas de orvalhos que vem sobre nós para nos revigorar para a jornada de um novo dia.
Às  vezes dormimos com uma questão enjoada nos incomodando e ao acordamos, sentimos que aquela grande pressão já se tornou em um pequeno problema de solução fácil.
O orvalho diário é o ar que respiramos,  o abraço de quem amamos, o sorriso inocente das crianças, o apoio dos amigos incondicionais, o ombro de quem nos ouve e nos dá uma palavra de conforto.
O orvalho que Deus deixa cair sobre o nosso arraial  é a sua maneira de nos falar: filho, te amo, eis mais um dia de sua vida. Que possamos valorizar o Deus que cuida de nós na calada da noite
Oração
Pai, obrigado pelo teu cuidado especial por mim.  Pelo ar que eu respiro, pela água que mata a minha sede, pelo alimento que me sustenta, mas em especial, obrigado Pai, por sua presença em minha vida. Amém

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vidas que marcam (8)

         Como falar de Vidas que marcam  na igreja primitiva sem falar de Estevão. Sua aparição no livro de Atos é meteórica e explosiva. Ele passa rapidamente de coadjuvante a personagem principal  de uma época difícil marcada pela intolerância religiosa, pela opressão do poder governamental e da religião oficial.
         Contra a sua perfeita argumentação baseada na Palavra de Deus e na sua intimidade com o Cristo, só restava aos líderes carnais subornar pessoas para caluniar, tornando-o assim passível de prisão.
Outro aspecto que percebemos durante essa manifestação contra a liberdade religiosa e contra mensagem cristocêntrica é a facilidade com que a liderança manuseia as massas, distorcendo todo e qualquer ponto de vista saudável. Alias, em poucos meses, Jerusalém desmente um adágio popular que diz que a voz do povo é a voz de  Deus. O povo primeiro apóia a crucificação de Jesus e a libertação de Barrabás, e agora participa do martírio de Estevão.
Marca na vida Estevão o seu conhecimento pleno da palavra de Deus, fazendo uma síntese do ensino bíblico passando do chamado de Abraão a edificação do templo durante o reinado de Salomão e com coragem e audácia, criticando o próprio sistema pela perseguição e morte de profetas que levantavam a bandeira de Deus.  Desmitificou ainda o templo, reafirmando que Deus não habita em morada construída pelo homem.
Por fim vendo a sua terrível morte se aproximar, ainda teve este a audácia da marcar as nossas vidas ao pedir que o Senhor não imputasse sobre aqueles cruéis homens mais essa maldade. O exercício pleno do perdão. 
Isso só pode vir de um homem cheio do Espírito Santo. Só pode vir de um homem que marcou vidas através do pleno entendimento de sua realidade como servo do Senhor.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Juntos somos melhores (1)

Juntos recebemos a revelação


Atos 1.3 -  Depois de ter sofrido, (Jesus) apresentou-se vivo também a eles, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes por quarenta dias e falando das coisas referentes ao reino de Deus.

            Amados, tem coisas que Deus nos revela na individualidade, por isso que temos que ter o nosso “a sós com Deus”, mas tem revelações que ele só  nos faz na coletividade.
            Nesse texto de Atos, Jesus se apresentou vivo, como prova incontestável de sua vitória sobre a morte e durante quarenta dias esteve com a sua igreja falando de coisas referentes ao reino de Deus.
            E por ele s estarem juntos, ouviram e viram maravilhas que mudaram as suas vidas para sempre.
            Ainda hoje, quase vinte e um séculos depois, Jesus se revela a sua igreja na coletividade. Tem bênçãos que só são recebidas ou percebidas quando estamos em comunhão uns com os outros, sendo ministrados pela Palavra de Deus e pelo poder do Espírito Santo
            Que como igreja de Deus, possamos estar juntos para receber, e continuar recebendo, revelações do maravilhoso amor de Cristo.
             Porque juntos somos melhores.

Juntos somos melhores

 Começamos hoje uma série de reflexões sobre a igreja, baseada na igreja primitiva, em especial no livro de Atos e  que podem e devem ser aplicados à igreja atual. Estas reflexões têm o desejo de fazer crescer no coração de cada leitor-amigo o desenvolver do seu envolvimento não só com obra de Deus, mas também com igreja que participa e coopera com a obra.
A nossa intenção é colocar a cada semana (segunda-feira)  uma reflexão que venha contribuir para a comunhão e a unidade da igreja de Cristo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vidas que marcam (7)

Felipe, o evangelista,  também marcou o seu tempo, com a sua integridade e compromisso de levar a palavra de Deus. Primeiro foi escolhido para um seleto grupo de primeiros diáconos da igreja cristã, mas logo a sua vocação fez com que ele  servisse não apenas no diaconato, mas que saísse a espalhar as boas novas.
Dessa forma, o evangelista Felipe se tornou um especialista em ouvir a voz do Espírito Santo. Ele sempre era o homem certo, na hora certa, no lugar certo. E as suas intervenções sempre traziam frutos saudáveis para a igreja primitiva.
Outra característica que vemos em Felipe era a sua disposição em estudar a Palavra de Deus e o seu compromisso em ensiná-la. Era um professor de EBD da igreja primitiva, pois enquanto ia evangelizando, tinha a audácia em indagar se os evangelizados estavam entendo o que liam.
Alias, “Entendes o que lê” deve ser a marca registrada de todo estudioso da Bíblia. Temos que aprender mais da Palavra de Deus, não só para o nosso crescimento cristão, mas também para transformar a sociedade em que vivemos com uma aplicação correta dos ensinamentos de Deus.
Por fim. Felipe marcou o seu tempo, porque era um homem de Deus na integra. E se deixava ser usado para o crescimento da igreja cristã primitiva.
Obs. Esta  postagem é dedicada ao professor  "Maneque", que se realizava sendo professor da EBD na Primeira Igreja Batista em Arraial do Cabo, e que partiu para a Jerusalem Celestial hoje ao amanhecer.