quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vidas que Marcam (4)

                Continuando a nossa jornada pelos personagens  bíblicos do Novo Testamento, que com sua vida escreveram testemunhos que  nos alcança após 21 séculos. É importante percebermos que ali, na Palavra de Deus, se encontra acertos e erros de pessoas falíveis como nós, mas que, sob a regência do Espírito Santo, deixaram marcas profundas no seio da igreja.
            Hoje vamos analisar a história de jovem, que cometeu alguns deslizes, mas que ao ter uma nova chance, se deixou ser plenamente usado por Deus para fazer diferença na sua comunidade. Seu nome é João MARCOS.
            A bíblia traz dois deslizes na conduta de Marcos como testemunha de Cristo. A primeira, narrada por ele mesmo, quando da prisão de Cristo, fala de um jovem que conseguiu fugir dos soldados, deixando com eles o lençol que o cobria (Marcos 14.51 e 52). Esta é reconhecida como uma marca de autoria do evangelho, portando o evangelista Marcos afirma que ele estava na hora de prisão e conseguiu fugir nu (ou seminu), deixando Jesus para traz.
            Outro momento que Marcos deixou a desejar foi durante a primeira viagem Missionária de Paulo, quando depois de algumas dificuldades durante o trabalho missionário, Marcos abandona a caravana de Paulo e Barnabé (seu tio) e volta para Jerusalém.
            Talvez imaturidade. Por certo ainda não estava pronto para desempenhar o seu papel de crente influenciador. O certo que ele quis uma nova chance e Paulo ficou receoso de dá-la. Esse desacordo fez com que a missão fosse dividida em duas, pois Barnabé se prontificou a dar essa nova chance ao seu sobrinho.
            O tempo provou que Barnabé tinha razão.  Paulo, mais tarde pede que Timóteo levasse Marcos até ele, pois “seria útil ao ministério”.  Pedro também faz referencia a Marcos como o meu filho na fé, afirmando que ele era um grande homem de Deus.
            Amados, existem pessoas que por qualquer motivo, às vezes deixam a desejar. Mas se soubermos cultivar o amor de Deus nessas pessoas, elas se tornaram vidas que marcam.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Aniversário de minha cidade



Arraial do Cabo faz hoje 26 anos. Parabéns

Retorno ao Arraial do Cabo


          Depois de uma semana no Congresso de Pastores em Rio Bonito, nada melhor do que colocar os pés nas areias brancas e águas transparentes da Praia Grande e vislumbrar a maravilhosa criação de Deus.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CONGRESSO DE PASTORES BATISTAS FLUMINENSE


          Na semana passada aconteceu o Congresso de Pastores da Ordem de Pastores Batistas Fluminense. Foi sem dúvida um evento marcante para todos  que participaram da programação.  Com preletores de primeiro nível como  o Pr Eber Silva (Presidente da OPBB), Pr Paschoal Piragine (Presidente da CBF), Pr. Lécio Dornas I.B. do Fonseca) e Pr Laurindo (PIB de Niterói). De igual modo foi edificante a palavra do Pr  Fernando Brandão (Junta Missões Nacionais) e de parte da congregação da "CRISTOLÂNDIA" (irmaõs retirados das garras satanicas da cracolândia em São Paulo). Também nos abençoou com sua presença o Pr Fernandinho, com sua voz e seus hinos de adoração ao Senhor.
          O Congresso (que ao mesmo tempo é retiro e é acampamento) traz a cada um dos congressistas a oportunidade de crescimento espiritual através de palavras edificantes, de relacionamento com os demais pastores (como é bom essa comunhão) e de momentos  "a sós com Deus".
          Espero lá estar no próximo ano.

Vidas que Marcam (3)

Barnabé, o filho da consolação. Este é mais um dos personagens da Bíblia que deixaram suas marcas para o povo de Deus. A vida deste servo nos ensina o quanto que devemos ser íntegros com a nossa conduta cristã, não se preocupando somente com o nosso bem estar, e sim em viver o evangelho de Cristo de maneira humilde, sábia e verdadeira.
Um homem que abriu mão de sua riqueza para abençoar vidas, para caminhar com a igreja primitiva, que apesar das incertezas que a cercava, sabia que ela era um propósito de Deus. Precisamos hoje em nossas igrejas de homens que se dispõem a colocar a causa de Cristo e de sua igreja acima de seus próprios interesses.
Barnabé também nos ensina como abraçar aqueles que, no inicio de sua vida cristã, estão tendo dificuldades, como Paulo, pois nem sempre são totalmente aceitos no seio da igreja por inúmeras desconfianças que a própria congregação levanta. Ele não somente acolheu o novo apóstolo, como também, ao caminhar com ele, percebeu o seu perfil de líder e em dado momento lhe permitiu ser o protagonista da dupla. Como é difícil hoje em dia aceitarmos ficar em segundo lugar. Infelizmente como almejamos ser o cabeça, e por isso dificultamos tanto a divulgação do evangelho.
Também nos ensina que as pessoas merecem uma segunda chance. Ele ao perceber que Paulo era capaz de andar com sua própria caravana de missionários, não hesitou em acolher o jovem Marcos, que tinha falhado com eles, para uma nova empreitada, fazendo com que ele se recuperasse do fracasso inicial e que fosse bênção para o povo de Deus.
Vidas que marcam nos ensina que devemos ser humildes em nosso relacionamento com a igreja, acolher os novos para serem integrados e dar-lhes oportunidade de crescer, e se colocar a disposição para recuperar aqueles que estão ficando a margem do caminho.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vidas que marcam (2)

          Como  seria as igrejas hoje em dia, se existisse  mais “Andrés”  entre nós. Porque André, um dos primeiros discípulos de Jesus uma pessoa simples e necessária para aquela comunidade que estava se iniciando.
         Seu jeito simples, e talvez tímido de ser, não o colocava entre os principais seguidores de Jesus. Aliás, em muitas vezes ele é lembrando como  “André, o irmão de Pedro”. Mas a sua trajetória cristã é fruto de uma busca de algo maior para a sua vida. Podemos perceber entre as entrelinhas dos evangelhos que esse simples pescador, teve o desejo de ouvir a voz de um homem de Deus, João Batista, e deixou momentaneamente suas redes e seu barco e foi em busca da palavra que saciaria a sua alma.
         Através de João, ele conheceu Jesus, o cordeiro de Deus, e imediatamente passou a seguir, não mais a João, mas aquele que João apontava como o Ungido. Sua trajetória como discípulo de Jesus começa com ele apresentando Pedro ao mestre. Podemos assim pensar que André era o “pai na fé” de Pedro.  E se através desde grande evangelista, Pedro, milhares de pessoas aceitaram a Jesus, podemos também pensar que André era o “avó na fé” de milhares de pessoa.
         Muitas vezes não percebemos que um pequeno gesto, uma pequena ação, uma pequena intervenção nossa, pode ter resultados maravilhosos e grandiosos lá na frente.
Outra característica de André, sobressai quando na multiplicação dos pães, Jesus pergunta aos discípulos o que fazer, e ele fala que tinha um jovem com alguns pães e peixes. Sinceramente, quando de nós falaríamos isso a Jesus. Acho que ficaríamos petrificados, esperando a ação do Filho de Deus, não querendo passar vergonha com palpites ou idéias sem valor algum.
Mais do que isso. Como André sabia que tinha um jovem, no meio daquela multidão, com pães e peixes. E pelo jeito, só era um jovem mesmo. Acho que André era povão. Gostava de se misturar a membresia daquela igreja embrionária, saber quem são, o que tinham para oferecer e ajudá-los a se aproximar de Jesus.
André, foi uma vida que deixou marca, pois gostava de dividir a glória de estar perto de Jesus com as pessoas que viviam a sua volta.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vidas que marcam (1)

  No Evangelho de João, capítulo 1, versículo 23, o profeta João Batista se apresenta como “... A voz que clama no deserto".
  Podemos entender que João era uma voz para Cristo, pois ele estava a mostrar que era chegado o Reino de Deus e estava a pregar  aos judeus e aos gentios sobre o arrependimento de uma vida longe de Deus.
  Mas na verdade, João era mais do que a sua própria voz. A sua vida era compatível com suas palavras. A sua maneira digna de viver era também a mensagem. E quando as palavras e a vida de uma pessoa são  iguais, o resultado é a de um homem que faz diferença, que marca outra vidas.
  As pessoas iam ao deserto ouvir o profeta, e mais do que isso, viam alguém que era digno de ser chamado “um homem de Deus”,  não só pela eloquência de suas palavras, mas também pela sua postura, pela sua firmeza e pela sua humildade.
  Amados, é necessário  aprendermos com  João, como devemos realizar a nossa missão. É necessário sermos íntegros e transparentes na nossa forma de viver. O mundo não quer simplesmente ouvir de nós que somos cristãos, mas quer ver que agimos como cristãos.
  A nossa pregação falada só será ouvida quando vier acompanhada da pregação vivida. As pessoas que estão ao nosso redor podem não ler os evangelhos de nossa bíblia, mas estão de olhos bem abertos, lendo o evangelho que estamos vivendo.
 Assim como João Batista, façamos nós também  diferença.