terça-feira, 8 de março de 2011

JAV - Jesus, a agua da Vida

Vídeo do JAV  Jesus Agua da Vida - resumo do primeiro dia 




Video do JAV Jesus, Água da Vida 3° dia

terça-feira, 1 de março de 2011

JAV - Jesus a Água da Vida

 

Propósito

Uma grande multidão de pessoas sempre na ocasião do carnaval estão em Arraial do Cabo, muitos querem estar na festa do carnaval, porém há um numero muito expressivo que prefere se alegrar com os louvores a Deus. Entendemos as diferenças e respeitamos a todos. A mensagem do JAV é a mensagem que o mundo necessita: falamos de paz, de amor, de esperança, da construção de um mundo melhor, não pregamos uma religião, mas declaramos que Jesus é Água da Vida, e declaramos com convicção que não há outro caminho para que a humanidade seja feliz a não ser através de Jesus Cristo.

Para quem é o JAV?

Em primeiro lugar para Deus como forma de adoração e louvor, em segundo lugar para todas as pessoas independente de raça, religião, classe social enfim o JAV é para todos. Para muitos é o momento de exaltação a Deus, para outros é o momento de sua cura emocional, espiritual, e a solução, a restauração da família, a libertação de vícios, a “luz no fim do túnel”. Jesus é o caminho a verdade e a vida. Jesus é o que dá Sentido a Vida. Através do JAV – Jesus Água da Vida transmitidos o amor de Deus a todas os seres humanos sem acepção de pessoas.

O que é o JAV?

A sigla identifica a frase: “Jesus Água da Vida”, termo bíblico: (João 7: 37 e 38): “... Jesus pôs-se de pé, e clamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de águas vivas. ”
Em Apocalipse 22: 17 diz: “O Espírito e a noiva (igreja) dizem: Vem. Quem ouve, diga: Vem. Quem tem sede, venha; tome de graça da água da vida.”
Em João 4: 14 diz: “Disse Jesus: mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Deveras, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.”

Realização

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Como evangelizar grupos específicos

LIÇÃO 09
TEXTO BÍBLICO: Mateus 9.35,36

COMO EVANGELIZAR GRUPOS ESPECÍFICOS

         Deus deseja que o evangelho alcance todos, sem distinção. Grupos específicos são: prostitutas, viciados em drogas e álcool, os de opção sexual diferente do ensino bíblico, presidiários, moradores de rua, etc.
         O Brasil é um país de desigualdades. Existem muitos grupos marginalizados. São aqueles colocados à margem da sociedade movidos por preconceitos e falta de oportunidades. Vivem sem esperança, afeto, carinho, amor e salvação. São muitos que se tornaram vítimas de situações sociais opressoras e injustas. Quantos não têm o pão para comer nem a roupa para vestir.            
         Deus quer salvar aqueles que estão na estrada dos vícios, das opressões, da criminalidade, etc. Quantos alcoólatras, drogados, viciados, que estão sendo levados pela correnteza do aprisionamento de suas emoções, intelecto, pelo “pó da destruição”, pela podridão. Deus ama toda essa gente e quer vê-las transformadas e com compromisso com seu Reino eterno e santo.      
        
1. É PRECISO IDENTIFICAR A VERACIDADE DA REALIZADADE HUMANA (vv.35,36)
         Jesus percorria todas as cidades e aldeias (v.35) e viu muitos andando desgarrados e errantes. Sensibiliza-nos, ou não, saber que são muitos os errantes em nossas cidades? Sensibiliza-nos, ou não, saber que muitos estão à margem da sociedade? Sensibiliza-nos, ou não, saber que quando existem ações para essa gente são leis para perpetuar o pecado e para dar legitimidade ao erro? A igreja não pode fazer “vista grossa” para a realidade que assola e ameaça nossa gente que precisa de transformação legítima e autêntica.
         Percorrer todas as cidades e aldeias traz a ideia de alguém, no caso, Jesus, com compromisso de visão ampla e larga. À medida que a igreja percorre a cidade, ou seja, tem uma visão maior, vê a realidade humana.            
         Conheço a história de um jovem crente, comprometido com o Senhor, que, percorrendo a sua cidade à noite começou a ver muita gente desprotegida, sem Cristo e Salvação, mendigos, moradores de rua, etc. Isso o incomodou tanto que compartilhou a visão que Deus lhe deu com seu pastor, vários irmãos e com a igreja e aí surgiu um projeto especial com moradores de rua. Nasceu o Projeto Resgate.
         A igreja pode até ter um lindo templo, pode ter uma “liturgia” cheia de beleza, pode ter um programa educacional invejável, mas a igreja que sai para percorrer a cidade com certeza fará uma mudança em sua agenda de vida e programa.
         Percorrer a cidade e aldeia é o mesmo que levantar os olhos conforme dito do Mestre: “Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (João 4.35).
         Jesus viu muita gente errante, desgarrada e sem apascento. Há muita gente errando quanto à fé, quanto à ética, quanto às suas escolhas de vida porque falta cuidado espiritual. A vocação da igreja é apascentar gente que assim vive.

2. É PRECISO ENTENDER QUE ESSAS PESSOAS PRECISAM SER ALCANÇADAS (v.35)
         O resultado de percorrer serviu não para fazer um censo ou coisa parecida. Não para que houvesse dados e informações. Não foi para que houvesse uma estatística para sensibilizar gente. O resultado de percorrer foi alcançar os perdidos. Todo o tipo de gente. Eram os grupos especiais da época. Buscar informações, ficar sensibilizado e não acontecer algo de concreto não é nada!        
         Remover os preconceitos é uma tarefa necessária, mas difícil. Todos são contra o preconceito, mas quando nos deparamos com os chamados grupos específicos sentimo-nos esmagados pela cultura de separação, muitas vezes, e nesse caso, muito mal conceituado e interpretado. E isso se torna mais difícil ainda quando saímos da fase da evangelização para a etapa da integração.
         Temos temores que precisam ser vencidos. O evangelho sempre foi a força vencedora. Sempre venceu barreiras geográficas, sociais e étnicas. O evangelho de Jesus de forma real pode vencer em nós mesmos essas barreiras e a do preconceito.

3. É PRECISO OLHAR PARA ESSAS PESSOAS COM OS OLHOS DE JESUS (v. 36 a)
         Diz o texto: “Vendo ele as multidões”. Uma forma diferenciada de ver as pessoas. Os marginalizados neste mundo precisam ser vistos de forma diferente da que nos acostumamos a vê-los. Essas pessoas são ovelhas, mas sem pastor. Perceba a maneira como Jesus as vê. Não as chama de lobos, mas de ovelhas. O potencial delas é para o bem. Elas podem ser alcançadas. Vivemos numa sociedade discriminatória, mas a igreja tem os seus olhos diferentes dos do mundo. Os olhos da igreja são os olhos de Jesus. Não podemos continuar olhando com os olhos de reprovação e condenação, mas com os olhos de compaixão. Para desenvolvermos uma ação evangelizadora e missionária com grupos específicos precisamos ter esse olhar. Olhar com os olhos de Jesus significa um olhar terno, apurado e constante. Esse olhar perseverante é preciso porque pensamos que, quando os de grupos específicos chegam, de imediato queremos ver mudança de comportamento e de seu trejeito. Não nos precipitemos com a nossa maneira imediatista de querer ver as coisas baseados numa ignorância de conhecimento social desses grupos.

4. É PRECISO RECONHECER QUE ESSAS PESSOAS PRECISAM DA AÇÃO TERAPÊUTICA DA IGREJA (v.35b)
         Cura é o que muita gente precisa. Cura física, cura emocional e espiritual. A igreja precisa exercer sua função terapêutica neste tempo de tanta carência. Jesus nunca se preocupou com o que uma pessoa era ou deixava de ser. O alvo de Jesus era resgatar todas. Temos os exemplos da mulher samaritana, da prostituta, de Zaqueu e tantos outros. Jesus via nesses as oportunidades de salvação e restauração. Os de grupos específicos são seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus e que precisam dessa semelhança e imagem restauradas pelo poder do evangelho. Paulo declara que: “O evangelho é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16).            
         Todos precisam da nova vida, que é Cristo. A Bíblia diz: “Aquele que está em Cristo nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Coríntios 5.17). Eles precisam de cura da alma, de seus traumas. Essa ação terapêutica envolve também a restauração da dignidade humana, que um dia perderam por causa dos vícios e de suas atitudes não éticas. Jesus combatia o pecado e não o pecador. Não acusemos porque essa não é a nossa função. Jesus disse para a mulher: “Onde estão os teus acusadores?” (João 8.10). Jesus não a condenou, mas mostrou um caminho e opção diferente.
         A igreja precisa trabalhar para atender as necessidades básicas do pecador em tais situações. É preciso oferecer roupa, comida, médico, medicamentos, e, em alguns casos, internação. Esse é um grande desafio missionário com grupos específicos. Um simples banho num morador de rua ajuda-o a se ver de forma diferente. Um banho pode fazê-lo entender a mensagem do evangelho, que purifica o coração e a alma.
         É preciso ensinar a Palavra, mas é preciso fazer essas pessoas sonharem o sonho da dignidade do viver e o sonho da eternidade. Jesus declarou dizendo que veio para os pecadores e não para os justos (Mateus 9.13). É preciso explicar que nunca perderam o seu valor para Deus. Jesus veio para os doentes e não para os sãos, pois os sãos não precisam de remédio, mas os doentes.

PARA PENSAR A AGIR
       Não deixe de promover ações missionárias entre os grupos específicos porque não se tem estrutura necessária. Comece já, comece agora e faça o que está ao seu alcance.
         É preciso ter visão das necessidades e vencer barreiras do preconceito e da falta de conhecimento. A igreja não pode ser ignorante quanto à realidade do mundo.
         Desenvolva parcerias com aqueles que já desenvolvem projetos e medidas visando alcançar os presidiários, viciados, moradores de rua, etc.
Autor:  Pr Hudson Galdino (SIB em Cabo Frio)
Revista Palavra e Vida   - da Convenção Batista Fluminense - 1° trimestre de 2011


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lá se vai Ronaldo

Deixo com vocês este excelente texto do Pr. Israel Belo de Azevedo.


Lá se vai Ronaldo, o Fenômeno do futebol brasileiro. Lá se vai pouco depois de uma derrota do seu time. Lá se vai porque não dá mais espetáculo. A sociedade é implacavelmente furiosa contra quem não lhe dá os resultados esperados.
Lá se vai Ronaldo, o nosso artilheiro das Copas, porque agora a imaginação do seu drible não desce mais até suas pernas. A mente pode querer, mas o corpo não deseja. E no esporte, o corpo é soberano.
Lá se vai Ronaldo, esse que sabe como são efêmeras as glórias. Quem aplaude é quem vaia. Quem chama é quem despede. O resto é ilusão.
La se vai Ronaldo, certo que, não podendo fazer o que sempre fez, pode fazer o que ainda não fez. 
Como Ronaldo, quantas vezes somos expulsos do circo, porque não domamos mais um leão por dia.
Como Ronaldo, precisamos saber que há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de dançar e tempo de chorar, tempo de abraçar e tempo de se conter. Só permanece para sempre o que Deus faz. (Bíblia -- Eclesiastes 3)
Como Ronaldo, precisamos saber que nossa vida não acaba quando acaba aquilo que sabemos fazer. Podemos começar de novo, quando a bola fica para trás. 
Se precisamos começar de novo, devemos começar de novo. 
Alcançamos alguns alvos, mas outros ainda são possíveis.

ISRAEL BELO DE AZEVEDO
(BOM DIA 426) www.prazerdapalavra.com.br

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

É preciso evangelizar

        Nós podemos definir Igreja, ou em especial, a Primeira Igreja Batista em Arraial do Cabo, com algumas frases objetivas:
  1. Somos um grupo de pessoas que aceitaram a Jesus como único e suficiente Salvador;
  2. Somos um grupo de pessoas que se reúnem sob uma mesma doutrina, para viver em comunhão;
  3. Somos um grupo de pessoas que amam a Jesus, e procura seguir os seus ensinamentos;
  4. Somos um grupo de pessoas que se reúnem para adorar a Jesus, celebrando assim a nossa salvação.
Mas há uma outra forma de definição que nos faz refletir sobre como e porque estamos aqui:

Somos produtos da fala e do interesse de outras pessoas, ou seja, alguém fez alguma coisa para que o evangelho nos alcançasse. Graças a Deus por isso!

         Assim sendo, nós como Igreja, fomos alcançados individualmente por outros irmãos, que foram bênçãos em nossas vidas, e, nas entrelinhas, nos deixaram esse mesmo ministério: SEJAM BÊNÇÃO, ALCANÇANDO NOVOS IRMÃOS.
        Mas, infelizmente, com o passar dos tempos, e com o corre da modernidade, nós cada vez mais, deixamos a responsabilidade desta bênção para algumas poucas pessoas, e preferimos ser simplesmente adoradores. Assim, o que se vê neste início de século são igrejas, onde a ênfase para a evangelização está no “templocentrismo” e no “pastorcentrismo”.
        Quando se fala em “templocentrismo”, surge a idéia de sermos crentes na igreja, pois é lá que cultuamos e adoramos a Deus. Assim sendo lá nós somos bênçãos, lá falamos de Jesus, lá vivemos o cristianismo. E para lá que convidamos os nossos amigos.
        Quando pensamos em “pastorcentrismo”  é por que jogamos toda a responsabilidade de fazer a igreja crescer no pastor. Então ele é o responsável por uma melhor adoração; por uma melhor imagem da igreja na sociedade, ele também é o responsável pelo crescimento da igreja através da evangelização.
        Assim sendo,  a tendência que existe nos atuais dias, é de que fiquemos confinados entre quatro paredes, tendo um só responsável pela expansão do reino de Deus.
        Mais é isto que a Bíblia ensina? É esta a verdade do ensinamento de Cristo? Era esta a prática da Igreja primitiva?
        Como igreja, temos quase 90 anos. Com certeza temos sido bênção em nossa cidade. Com certeza, a PIBAC é um farol que brilha e reflete a luz de Cristo ao povo cabista e aos que escolheram a nossa terra para viver.
         Estamos, como igreja, usando a palavra PESCA para dar ênfase aos propósitos (Proclamação, Ensino, Serviço, Comunhão e Adoração)?  A palavra PROCLAMAR vem nos trazer a idéia de levar a Palavra, de pregar, de falar de Jesus.
        A mesma palavra “PESCA” Jesus deixou para Pedro e os demais apóstolos, quando Ele falou para aquele simples homens que eles seriam  “pescadores de homens”.
        Hoje, 21 séculos depois, em nossa pequena aldeia de pesca, milhares de homens estão por aí para serem pescados.
        Quem se habilita para lançar a rede?  Quem se dispõe para jogar a linha e o anzol para fazer o reino de Deus crescer?
        A EBD DA PIBAC preparou para este tempo de pesca um estudo sobre evangelismo, discipulado, crescimento e obediência a Palavra de Jesus na Grande Comissão: IDE.
        Vamos juntos nos aperfeiçoar para ganhar almas
        Vamos juntos ser bênção para a nossa cidade.
        Vamos juntos ser bênção para nossa igreja
        Vamos juntos, fazer a nossa parte.

domingo, 16 de janeiro de 2011

QUE DIREMOS,? POIS

Diante da tragédia que aconteceu (esta acontecendo), na região serrana de nosso estado, estou postando essa reflexão do Pr. Israel Belo, que tem com como titulo "Que diremos, pois?"

À luz da Bíblia, as informações sobre catástrofes que matam pessoas devem gerar em nós sentimentos e atitudes. Não temos como ficar indiferentes diante de histórias tão tristes, ouvindo relatos dramáticos ou vendo cenas de destruição. Nós nos sentimos pequenos, mas precisamos ir além. Precisamos pensar e amar, agindo.
Entre tantos pensamentos que afloram, quero sugerir alguns, depois de ler Romanos 8.31-38:

Que diremos, pois, diante dessas coisas? 
Se Deus é por nós, quem será contra nós? 
Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? 
Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. 
Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. 
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? 
Como está escrito:"Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro". 
Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 
Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. 
 
1. PROFUNDIDADE TEOLÓGICA
Precisamos ir além das repetições sobre Deus. 
A Bíblia nos fala de um Deus onipotente, onipresente e benevolente. No entanto, quando centenas de vidas vão junto com as águas, desfila diante de nós um Deus impotente, ausente e indiferente.
As tragédias confirmam o ateísmo dos ateus e agnósticos. Ao mesmo tempo, as tragédias são um desafio aos crentes em Deus.
O primeiro desafio é teológico: como confiar em Deus como Senhor, se a natureza parece ter leis próprias e irremovíveis. Mais existencialmente, a questão é: como crer num Deus que intervém se, neste caso, parece, ele tem interveio? 
O segundo desafio é kerigmático: como falar de Deus, se a natureza parece senhora, com suas leis surdas e cegas?
Temos que responder nossas perguntas (como: por que Deus não interveio, evitando as mortes?) e as perguntas dos outros (como: Deus é impotente?)
Esta é uma hora para revisarmos nossos conceitos teológicos, muitas repetidos, repetidos, repetidos. O que aprendemos sobre Deus é essencial, mas o que aprendemos precisa se tornar nosso, para que nos ajude na hora da tragédia. 
No contexto das tragédias naturais, muitos preferem simplificar, atribuindo as mortes à vontade de Deus. O fatalismo não é uma idéia que venha da Bíblia. O Deus revelado na Bíblia não nos pede para que aceitemos as coisas ruins da vida. A Bíblia, no entanto, nos lembra que coisas ruins acontecem a todos, sejam pessoas boas, sejam pessoas ruins. A existência de acontecimentos dolorosos deve ser vista como uma realidade, às vezes, inevitável, o que é muito diferente do conformismo. O acontecimento ruim é um acontecimento ruim. Não é para ser aceito como bom. A Bíblia nos capacita a ter uma atitude, diante de acontecimentos trágicos, que não é o conformismo, mas o realismo: que faremos diante dos fatos avassaladores? Deixarmo-nos derrotar ou ser mais que vencedores?
Um conceito sobre Deus apenas repetido não nos serve quando ele é efetivamente necessário. A teologia de Jó, por exemplo, ruiu quando os pilares da sua vida (a saúde e a riqueza) ruíram. No meio do redemoinho, a teologia de Jó deixou de ser uma repetição, para ser uma convicção baseada na razão e na experiência, o que o levou a confessar: "Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram" (Jó 42.5). 
Precisamos reafirmar nossa crença na soberania de Deus, mesmo tremendo diante da avalanche de terra sobre as vidas. Deus intervém -- esta é uma afirmativa de fé --, embora não saibamos porque não interveio nesse tão necessário momento. Na verdade, sabemos mais quando Ele não intervém e menos quando ele intervém. Quantos morreram porque Deus não interveio? Quantos não morreram porque Deus interveio? 
Esta é uma hora para exercitarmos nossa humildade, reconhecendo corajosamente que não temos todas as respostas. A grande descoberta de Jó, diferentemente dos seus amigos que não descobriram nada, foi que o seu sofrimento não teve causa. Aconteceu. Tendo acontecido, como deveria agir -- eis a verdadeira questão.
Esta é uma hora para fortalecermos a nossa fé, rogando a Deus que nos dê a capacidade de confiar que nem a morte nos separa do seu amor.
 
2. SOLIDARIEDADE
Precisamos de manifestar nossa solidariedade para com as vítimas.
Ser solidário é fazer o que pudermos fazer pelo outro, seja próximo ou esteja distante.
Ser solidário é receber a notícia da morte do próximo como algo que nos nos diminui (conforme a expressão de John Donne).
O contrário é a indiferença, que é uma forma de crueldade. Dou um triste exemplo real: um carreteiro que transportava bois tombou numa rodovia no Pará. Enquanto seu corpo jazia entre as ferragens, as pessoas saqueavam a carreta, retalhando os animais e carregando nas costas. Um disse: "Tive sorte. Peguei um boi inteiro". Um motorista morto era menos importante que um boi que se podia comer.
O contrário da crueldade é a solidariedade. No caso da região serrana do Rio (em janeiro de 2011), um medico da capital fechou o seu consultório e foi para a região afetada ajudar as vitimas.
Na solidariedade, Deus é o nosso modelo. Quando lemos os Evangelhos, nós vemos Jesus chorando. Numa delas, "quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela" (Lucas 19.41). Todo o percurso de Deus entre nós é uma longa história de solidariedade. Jesus não só chorou por nós, mas se fez igual a nós, experimentando as nossas dores completamente.
 
3. GENEROSIDADE
Precisamos revisar nosso estilo de vida, não apenas nas tragédias, mas a partir delas.
Generoso é quem sabe que Deus age através de nós.
A vida não nos pode separar do amor de Deus. Nós somos agentes desse amor. Tendo recebido amor, partilhamos amor.
Uma tragédia é um desafio ao nosso estilo de vida, acumulando, acumulando, acumulando. É isto mesmo que importa. É isto mesmo que queremos para as nossas vidas?
 
4. RESPONSABILIDADE
Precisamos avaliar a nós mesmos, para ver se estamos sendo responsáveis para com a terra e para com a vida.
 
. Responsabilidade para com a terra
A terra nos foi entregue por Deus para cuidarmos dela.
Deus nos entregou a terra imperfeita, para que terminássemos a sua obra. 
E o que fazemos? 
Jogamos lixo onde não devemos.
Votamos em governantes incompetentes e corruptos.
Precisamos de generosidade para com a terra, não de exploração exaustiva dela.
Ouvimos que cuidar da terra é uma questão se sobrevivência: cuidando da terra, mais a teremos para dela usufruir. Esta é uma visão equivocada. Ecologia é uma questão espiritual, porque é uma questão de generosidade. Cuidar da terra é um mandamento de santidade.
 
. Responsabilidade para com a vida
A nossa vida nos foi entregue por Deus para cuidarmos dela.
Cuidamos da nossa vida quando cuidamos do nosso corpo, quando cuidamos de nossa saúde, desenvolvendo ações que já sabemos quais são.
Cuidamos da nossa vida quando desenvolvemos um estilo de vida cuidadoso, com relação aos recursos naturais e aos recursos financeiros.
Cuidamos da nossa vida, quando a desfrutamos com humildade e intensidade. Devemos ser humildes diante das conquistas, por maiores que sejam. Devemos viver a vida com intensidade, sabendo-a efêmera.
Que as tragédias não precisem nos ensinar a viver.
 
ISRAEL BELO DE AZEVEDO

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

EPÍSTOLA AOS BRASILEIROS

Muito interessante esse artigo sobre o momento atual da igreja de Cristo em nosso pais. 

Epistola a igreja brasileira

Prefácio e Saudação
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.

Exortações à Igreja
Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; Outros do Waldomiro, outros, do Soares; outros de Feliciano; Quem é Malafaia? Quem é Macedo? Quem é Soares? Quem são eles? Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós. Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo .

Sinais e Prodígios
Assim como os judeus pediam sinais em minha época , há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo, pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto, o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte . Por que entre vós no Brasil seria diferente?

Outras admoestações
Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim e em nenhum momento em Cristo. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos.
Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra .

Cuidado com os falsos apóstolos
Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós no Brasil dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo. Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo, vós não lembrais disso brasileiros?

Sobre os dons espirituais
Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais.
Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. De nada adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficais devorando uns aos outros, se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.

Ofertas ao Senhor
Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus, entendais isto brasileiros.
Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores.

A busca da verdadeira maturidade
É imprescindível que manejem bem a Palavra, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante nela que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais. Lembrem-se que quando preguei em Beréia o povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim . Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz. Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito .

As saudações pessoais
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre, seus próprios interesses. Em breve vos vereis.

A bênção
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós do Brasil .


Marcos Vinicios Habib Moreira
Presidente da Juventude Batista Serra dos Órgãos
Membro da Primeira Igreja Batista em Teresópolis-RJ