quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Plano de aula da lição 9 da EBD -Pibac

LIÇÃO 9 – 3º CONSELHO DE TIAGO: EXERCITEM O DOMINIO DA LINGUA.
Texto bíblico: Tiago 3.1-12 e 4.11
  • Objetivo:
1.     Exercer pleno domínio sobre as palavras.
  • Material necessário:
- Bíblia
- Revista Palavra & Vida
  • Técnicas Utilizadas:
Exposição Oral
Técnica de Grupo: Telefone sem fio.
Conteúdo
Roteiro da Atividade
1º Momento
PREPARAÇÃO
Boas vindas 

Objetivos   e
Texto biblica
  • Inicie a aula dando boas vindas aos alunos e visitantes.

  • Apresente a lição da semana fazendo a leitura do texto bíblico da lição com a participação de toda a classe.
 DESENVOLVIMENTO
  • Desenvolva a Técnica de Grupo: Telefone sem fio (Anexo 1).
  • Após a discussão enumere com os alunos as características da língua destacadas em Tiago.
1 - ANÁLISE DO TEXTO
“não sejais muitos de vós mestres.” (Tg 3.1)
A advertência é para aquele que aspira ao magistério com réprobas intenções: para ter a honra de mestre; para ensinar o que não está disposto a fazer; para ferir as demais pessoas com palavras duras. Tiago diz que do mestre são maiores as cobranças. Por isso mesmo receberá juízo mais severo.

Três metáforas: cavalos, navios, fogo. (Tg 3.3-6)
Tiago usa estas três metáforas para falar do poder destruidor da língua quando mal usada. As duas primeiras servem para ensinar o modo como dominá-la. A terceira revela o seu poder destruidor.
O cavaleiro consegue dominar um cavalo apenas com um pequeno freio colocado na boca do animal. O timoneiro, com a ajuda de um pequeno leme, consegue conduzir o navio para onde quer, mesmo em meio à tempestade.
Para o apóstolo, o homem que põe um freio na sua boca consegue dominar sua personalidade inteira (Tg 3.2). Se o crente puder controlar sua língua é quase certo que poderá controlar tudo o mais. Entretanto, se não controla sua língua, fugir-lhe-á o controle das demais áreas da sua personalidade. O resultado disto é a destruição de tudo o que está à sua volta e de si mesmo.

“gaba-se de grandes coisas” – (Tg 3.5)
O uso desenfreado da língua leva à vaidade, à vanglória, à soberba com que certos crentes aplicam a sua língua. Alguns cristãos exaltavam a sua “sabedoria”, as suas posições de mestres, como se fossem detentores da fonte do saber.

Outra metáfora – a língua é um fogo (Tg 3.6)
Tiago chama a atenção para os efeitos de uma língua não controlada pelo Espírito Santo: é um fogo destruidor. Assemelha-se a uma fagulha que incendeia toda uma floresta.
Tiago ilustra com a metáfora do fogo o poder destruidor da língua. O fogo, que começa com uma centelha, destrói uma floresta inteira, consumindo tudo o que está a sua frente. Quando tiver destruído tudo por si mesmo se destrói, apaga, por não ter mais o que consumir.  Do mesmo modo, a língua tem semelhante poder destruidor.

contamina o corpo inteiro - a língua leva o indivíduo a toda a sorte de pecado. Pelas palavras de sedução, a língua conduz uma pessoa ao adultério. Leva à mentira, à maledicência, à contaminação do corpo.

inflama o curso da natureza – no texto, inflamar quer dizer incendiar, destruir. Deus deu um curso natural a todas as coisas. A natureza é regida por leis que o Criador estabeleceu. Tiago ressalta que até mesmo o curso da natureza está em perigo quando a língua é mal empregada. A língua tem também o seu curso natural. Tiago revela que a língua foi dada ao homem para bendizer ao Senhor e também aos nossos semelhantes (Tg 3.9,10). Mas o mal uso perverte o seu curso natural, levando-a a amaldiçoar vidas e ao próprio Deus.

“mas a língua, nenhum homem a pode domar” (Tg 3.8)
O homem natural, que não tem o Espírito Santo, não consegue, por suas próprias forças, frear e dominar sua língua. Contudo, o homem espiritual somente terá domínio sobre sua língua se deixar-se dirigir pelo Espírito Santo. Assim, obedecerá ao que diz a Palavra.

“está cheia de peçonha mortal - a serpente tem em suas mandíbulas uma “bolsa” de veneno. Quando pica sua vítima, a bolsa é comprimida e o veneno escorre pelas presas e o veneno é injetado. A língua, quando usada para o mal, é tal qual a peçonha percorrendo o corpo da vítima: mata ou destrói. É a arte de “detonar” pessoas. Poucas palavras são suficientes para tirar um irmão da frente de trabalho, causar constrangimento, desconforto e desânimo, a ponto de não mais voltar à igreja.

“com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.” (Tg 3.9)
A palavra amaldiçoar na língua original significa “invocar o mal, orar para que venha o mal, proferir imprecações contra.” Tem o objetivo de prejudicar e degradar. Tiago adverte que amaldiçoar o próximo, feito à imagem e semelhança de Deus, é o mesmo que amaldiçoar o Criador.

 “não faleis mal uns dos outros.” (Tg 4.11)
A crítica de Tiago deve-se à atitude de se falar mal da pessoa ausente, que não tem como se defender. A palavra que ele usa tem o sentido de denegrir, difamar. A ordem expressa é parar com tal atitude por comprometer o evangelho.

2 - Faça com os alunos a comparação do Contexto de Tiago com O nosso contexto.
O CONTEXTO DE TIAGO
Os mestres existentes estavam pervertendo os ensinamentos da Lei e o evangelho recebidos.
Usavam o ensino para autoglorificação, como trampolim para galgarem os primeiros lugares e, por este motivo, espantavam os demais irmãos.
Havia, por parte de alguns, o desejo de se tornarem mestres sem terem sido preparados pelo Senhor para esta tarefa.
A maledicência estava arraigada naquela comunidade cristã.
Aqueles irmãos acusavam-se entre si, mas nas reuniões fingiam piedade uns dos outros.
O NOSSO CONTEXTO
Tal qual nos dias de Tiago, há um número considerável de pessoas que querem ser mestres aos seus olhos.
Geralmente apregoam o que não está escrito na Bíblia, distorcem a verdade bíblica difundem sua própria ideologia.
Os poucos mestres que encontramos na igreja pecam pela negligência de não lerem a Bíblia (Rm 12.7). Quando a leem, o fazem às carreiras. Pouco ou nada têm a acrescentar com os seus ensinos. São superficiais em suas experiências e conhecimentos espirituais. Esqueceram-se de que o mestre aos olhos de Deus é aquele que conhece a sua vontade e sabe conduzir o homem à presença de Deus.
A maledicência impera na igreja hoje e parece ser o mal que mais tem afastado as pessoas do evangelho. A igreja é vista como local de fofocas. Irmãos que falam mal dos músicos, do pastor, do culto, dos moços, dos velhos, da Bíblia, de Deus. Tornaram-se constantes expressões do tipo “Não é para falar mal, mas”, “Já sabe do bafão?” “Você precisa saber da última!” e introduzem-se os comentários maldosos. Pode-se não ter tempo para ler a Bíblia, orar, evangelizar, mas há tempo de sobra para as fofocas.
As acusações estão por toda a parte. Qualquer coisa que sai errado na igreja há trocas de acusações severas. Tem de haver um culpado sempre. Será que Deus está satisfeito com tudo isto?
FECHAMENTO
      Þ  Faça a aplicação da lição comentando que é preciso pensar nas consequências que lhe trarão as palavras que vier a proferir. Se usar sua língua para o bem, sua vida será uma bênção para o evangelho e o próximo. Use sua boca para louvar e os seus lábios para glorificar a Deus. Peça ao Senhor que o(a) ajude a refrear sua língua em todo o tempo, e só usá-la para abençoar o seu irmão.
    Encerre a aula compartilhando com a classe o ANEXO 2 -  As peneiras de Paulo e o Salmo 19.14 e faça uma oração de consagração a Deus.
ANEXOS
ANEXO 1 – TÉCNICA DE GRUPO: TELEFONE SEM FIO.

OBJETIVO: Refletir sobre as informações transmitidas.
MATERIAL: um pequeno texto.
LIMITE DE PARTICIPANTES: 8 a 10 alunos e os posicionem na frente da classe, um ao lado do outro.
DESENVOLVIMENTO: Explique que você transmitirá uma mensagem para o primeiro aluno e este passará as informações para o colega ao lado e assim sucessivamente, até chegar ao último. Esclareça que a mensagem deve ser transmitida de forma que ninguém escute, com exceção daquele que está recebendo-a.
Peça para que o último aluno fale qual a mensagem que recebeu. Com certeza a mensagem estará truncada, distorcida, errada.
Em seguida, revele a mensagem inicialmente transmitida.
APLICAÇÃO: Concluam, dizendo que embora seja uma brincadeira, extraímos lições preciosas, tais como: a importância de transmitir o que ouvimos de alguém corretamente. Aproveitando o tema da lição, reforce a autenticidade e a responsabilidade que deve ter as palavras proferidas.

ANEXO 2

Por Judiclay Santos
Sócrates, o pai da filosofia, costumava falar sobre a necessidade de passarmos tudo que ouvimos por três peneiras. Ele estabeleceu como critério o que mais tarde passou a ser chamado de As Peneiras de Sócrates.
Quando alguém chegava para contar-lhe alguma coisa ele perguntava: você já passou o que esta me contando pelas três peneiras? Então, o filósofo fazia três criteriosas perguntas.
A primeira peneira: É verdade o que você está falando? Se a pessoa titubeasse, dizendo: “Eu escutei falar que é verdade.” Sócrates prontamente dizia: “Bom se você escutou falar, você não tem certeza”. A segunda peneira: Você já falou para pessoa envolvida o que está me falando? Se você se importa tanto, a primeira pessoa que deve saber é a pessoa diretamente envolvida. A terceira peneira: O que você vai me contar vai ajudar essa pessoa? Vai ser boa, vai ser útil, vai beneficiar, vai ajudar alguma coisa? Se a pessoa não pudesse responder positivamente ao crivo dessas três perguntas, Sócrates então dizia: Não precisa nem contar; não quero saber.
A Palavra de Deus nos exorta a tomar muito cuidado com o uso da língua. Como cristãos devemos submeter nossa vida ao senhorio de Cristo, inclusive a nossa língua. As Escrituras nos orientam a passar nossas palavras no que iremos chamar de As três Peneiras de Paulo.
A PENEIRA DA VERDADE.
Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Ef 4.25
A PENEIRA DO AMOR.
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Ef 4.15
A PENEIRA DA GRAÇA.
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe; e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. Ef 4.29
A santificação no falar é uma bênção, pois evita que pequemos contra o Senhor e contra o nosso próximo. Peçamos a Deus toda sabedoria necessária para que possamos abençoar vidas e glorifica-lo por meio do que falamos. Nós todos deveríamos orar como o salmista: “Põe guarda, Senhor, à minha boca. Vigia a porta dos meus lábios”. Sl 141.3 “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!” Sl 19.14.
Plano de Aula da lição  da  Revista Palavra e Vida 4° trimestre de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mais um conselho sábio: Construam e protejam a unidade da igreja



Filipenses 2. 1 a 4
1 Portanto, se há em Cristo alguma exortação, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há qualquer sentimento profundo ou compaixão,
2 completai a minha alegria, para que tenhais o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa.
3 Não façais nada por rivalidade nem por orgulho, mas com humildade, e assim cada um considere os outros superiores a si mesmo.
4 Cada um não se preocupe somente com o que é seu, mas também com o que é dos outros.

         Paulo pega pesado no primeiro versículo, ao usar quatro palavras que são necessárias para uma igreja ter um crescimento sadio na construção e na proteção de sua unidade: exortação, consolação, comunhão e compaixão.
         Em outras palavras, Ele esta afirmando que a igreja que vive em unidade é aquela em que os cristãos instruem,confortam, cooperam e socorrem uns aos outros, sem preconceitos, predileções e restrições.
         Todos nós desejamos uma igreja assim. Mas apesar desse desejo nosso, a igreja do século XXI vive com sua unidade terrivelmente abalada por que não praticamos esse conselho paulino e vivemos a destruir a nossa própria unidade com mentiras, maledicência, fofocas, preconceitos, injustiças, desrespeito, autossuficiência, jactância e etc.
         Paulo nos conclama a termos unidade no pensar, unidade no sentimento – amor e unidade no agir, deixando de ser uma igreja estacionada na reflexão para dá o testemunho público do porque somos diferentes.
         É tempo de deixarmos de apenas ocuparmos um espaço no templo para realmente sermos  a igreja que ama, que preocupa, que ajuda, que levanta, que dá uma segunda chance. Uma igreja que volta ao primeiro amor. Uma igreja com cheiro de Cristo. 

Baseado na lição 6 da revista Palavra e Vida: Conselhos para a vida cristã






segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Lembre-se: Vida cristã é uma guerra


Efésios 6. a 20
10 Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais permanecer firmes contra as ciladas do Diabo;
12 pois não é contra pessoas de carne e sangue que temos de lutar, mas sim contra principados e poderios, contra os príncipes deste mundo de trevas, contra os exércitos espirituais da maldade nas regiões celestiais.
13 Por isso, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.
14 Portanto, permanecei firmes, trazendo em volta da cintura a verdade e vestindo a couraça da justiça,
15 calçando os pés com a disposição para o evangelho da paz,
16 e usando principalmente o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos em chamas do Maligno.
17 Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e, para isso mesmo, vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos,
19 e também por mim, para que a palavra me seja dada quando eu abrir a boca, para que possa, com ousadia, tornar conhecido o mistério do evangelho,
20 pelo qual sou embaixador na prisão, para que nele eu tenha coragem para falar como devo.

          Um dos conselhos que o apostolo Paulo deixou registrado para os seus leitores e o da necessidade de usar a armadura de Deus, pois vivemos em uma guerra espiritual permanente.
      E a vitória desejada nessa guerra é  destacada nos versículos  11, 13 e 14: Para que possais permanecer firmes. É quando o cristão resiste as investidas do maligno e permanece inabalável na sua caminhada rumo a Jesus
          E a batalha é diária, não há tréguas. A cada momento somos solicitado a usar da nossa armadura de cristão para fazermos a diferença onde estivermos ou para onde formos enviados.
       Ao usar a armadura que o Senhor prepara para cada um de nós faz com que nos condicionemos espiritualmente  em todas as áreas de nossa vida e venha a refletir em forma de valores ( verdade, paz, justiça)  de convicções (fé, certeza da salvação, poder da palavra de Deus)   e resulta em nossos hábitos cotidianos(uma vida de oração, dependência de Deus e ousadia espiritual). 

Baseado na lição 4 da revista Palavra e Vida: Conselhos para a vida cristã

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

plano de aula da lição 8 da revista PALAVRA E VIDA



Lição 8 - 2° conselho de Tiago: Não façam acepção de pessoas
Texto Bíblico: Tiago 2:1 a 13
Objetivo:
Avaliar a postura individual que tem sido vista como a postura da igreja de Cristo diante das pessoas que estão a nossa volta.
Material necessário:
Þ     Bíblia                           Revista Palavra & Vida
Técnicas Utilizadas:
Þ    Exposição Oral    Técnica Projetiva   - Discussão

Roteiro de Atividades
     PREPARAÇÃO:
  • Inicie a aula dando boas vindas aos alunos e visitantes.
  • Ore com a classe
  • Faça uma breve apresentação do objetivo da lição de hoje.
  •  Leia o texto bíblico básico da lição de hoje.
DESENVOLVIMENTO
1- Introdução

Þ Infelizmente  o fazer acepção de pessoas tem ocupado lugares nas nossas igrejas
Þ A discriminação de pessoas tomou uma proporção tão grande em o nosso meio que precisamos olhar mais detidamente para a palavra e bani-la de uma vez por todas do seio da igreja
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     2- Técnica Projetiva “Grupo Fechado”
ÞDesenvolva a Técnica Projetiva “Grupo Fechado” (Anexo 1) aproveitando a discussão da classe sobre a atividade executada para fazer a transição para os seguintes tópicos  abordados na lição:
    1. O que é acepção de pessoas?
Acepção de pessoas: a tradução do grego quer dizer: recepção de face; ver pela aparência. Pessoa que age com parcialidade; que tem um favoritismo por alguém, achando-se mais valor nesse alguém favorito, geralmente com interesse pessoal.

    1. Considerando o irmão.
Tiago andou e conviveu com Jesus e os demais apóstolos, que não discriminavam seus semelhantes. Para Tiago, tanto para a Lei, quanto para o evangelho, todos eram iguais.
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       3 - Lições do texto bíblico
Þ Tiago 2.5 – “não escolheu Deus os que são pobres quanto ao mundo para fazê-los ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?”.
pobres quanto ao mundo - literalmente, os sem dinheiro, sem posição social, sem bens materiais a oferecer, os mais desfavorecidos socialmente em tudo.
ricos na fé e herdeiros – o mesmo que dono, possuidor de uma herança.
Tiago chama a atenção de que os verdadeiros ricos eram os pobres materialmente falando, ou seja, os herdeiros de Deus, co-herdeiros com Cristo.

 Þ Tiago 2.8 – “se estais demonstrando amor ao próximo fazeis bem”.
Quem é o próximo? Biblicamente falando, e segundo o que aprendemos de Jesus, próximo é todo o ser humano. Se olharmos para João 3.16 – “Porque Deus amou o mundo” – podemos afirmar que o próximo são todos os homens, toda a humanidade.
fazeis bem - a afirmativa de Tiago demonstra que se isto estivesse acontecendo aqueles cristãos amavam a Deus. Amar o próximo é a outra forma de amar a Deus.

Þ Tiago 2.12 – “falai de tal maneira e de tal maneira procedei”.
Alguns judeus-cristãos traziam consigo o hábito de se gabar de serem cumpridores da Lei. Para Tiago o evangelho incorporava (no sentido de aglutinar) a Lei em vez de eliminá-la. Como cristãos deveriam falar e viver o evangelho.

Þ Tiago 2.13 – “porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia”.
Tiago chama a atenção para a necessidade de se exercer a misericórdia com o próximo, o que estava sendo deixado de lado por aqueles cristãos.
misericórdia significa compaixão. É ser sensível ao próximo, principalmente com a sua dor e sofrimento. É ter piedade, exercer o amor.


Þ  Comente com a classe “O contexto de Tiago” e peça aos alunos para comparar com “O nosso contexto”. Motive a participação de toda a classe.
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       4- Contexto de Tiago..
ÞAqueles cristãos estavam dando preferência aos ricos em detrimento dos pobres. A discriminação era visível, pois ofereciam os melhores lugares aos ricos.
ÞPor causa da roupa simples e surrada o pobre era definido como alguém que nada podia oferecer à comunidade.
ÞSe um pobre se sentasse no banco, ninguém se sentava com ele.
 ÞSe não havia lugar, era obrigado a sentar-se sob os pés dos ricos (Tg 2.2,3). Isso demonstrava duas coisas. Primeiro, que aquele irmão era inferior aos demais. Segundo, seu lugar naquela comunidade deveria ser o mesmo da sua posição social: embaixo, inferior, sob.
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          5- Contexto atual
ÞInfelizmente o problema se repete em nossos dias.
ÞNas nossas igrejas há discriminação de pessoas com base em todo tipo de preconceitos: racial, social, intelectual e até espiritual.
ÞDiscriminação espiritual – P arece ter-se tornado uma epidemia, com crentes achando-se mais consagrados e/ou espirituais que os outros. Comportam-se como aquele fariseu que orava no Templo (Lc 18.13).
ÞUm fato que nos chama a atenção hoje é: quando um crente está doente busca, a todo custo, ser curado. Se há uma ferida no seu corpo, faz de tudo para que ela feche e cicatrize. Rejeita o pensamento da possibilidade de ter de amputar um membro do seu corpo.
ÞQuando um irmão peca, considera o pecado do outro como “imperdoável”. Logo, um mal incurável. Este mesmo irmão é taxativo na sua sentença: “Pastor, temos de disciplinar este irmão; ele não pode continuar fazendo parte do rol de membros da nossa igreja”. O desejo carnal de justiça se faz presente e ele pede logo a “amputação” do membro quase indefeso.
ÞE se fosse com você? Reflita sobre isso.

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        6- Fechamento
ÞComente que não é preciso grande esforço ou a realização de pesquisa sofisticada para percebermos que o fazer acepção de pessoas tem ocupado lugares nas nossas igrejas. Do mesmo modo, as preferências por outras tem transformado pessoas em ídolos, o que tem causado prejuízo à vida cristã de muitos.
ÞPasse o espelho para que os alunos vejam sua imagem refletida e comente que a igreja de Cristo é formada por cada um. A proposta para os dias de hoje é a de espelharmos a nossa fé em Cristo pela comunhão e não no fazer acepção de pessoas.
ÞReflita com a classe: Como Jesus se comportaria participando de um de nossos cultos ou reuniões sociais? A resposta a esta pergunta deve nortear nossas atitudes para com nosso próximo.
ÞA proposta para os dias de hoje é a de espelharmos a nossa fé em Cristo pela comunhão e não no fazer acepção de pessoas. Há ainda irmãos querendo e o pode fazer parte da sua vida.
ÞTiago ensina o que pode acabar com a acepção de pessoas na igreja: o amor ao próximo. “Se estais demonstrando amor ao próximo fazeis bem” (Tg 2.8).
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ANEXO
TÉCNICA PROJETIVA “GRUPO FECHADO”
·         OBJETIVO: Avaliar o tipo de grupo que estamos formando.
·         QUANTIDADE DE PARTICIPANTES: 13 pessoas.
·         DURAÇÃO: 3 minutos para a atividade e 10 minutos para a discussão.
·         DESENVOLVIMENTO:
Convide 13 pessoas para participar da dinâmica.
Explique que 12 pessoas formarão um grupo que ficará de braços dados e uma pessoa tentará entrar no meio do grupo.
Peça a classe para observar a postura de cada participante.
Dê 3 minutos para que a pessoa que está fora do grupo faça tentativas para entrar no circulo que deve estar fechado.
Após o tempo determinado pergunte aos participantes como se sentiram participando da atividade.
Pergunte a classe sobre as observações quanto a postura de cada participante.
Compartilhe a aplicação da atividade com a classe.
·         APLICAÇÃO:
1.  O grupo que temos é o grupo que ajudamos a formar.
Ter a consciência do grupo que temos ajuda a decidir o grupo que queremos ter: Será um grupo acolhedor ou o que faz acepção de pessoas?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vivam para agradar a Deus





Gálatas 1.6 a 12

6 Estou admirado de que estejais vos desviando tão depressa daquele que vos chamou pela graça de Cristo para outro evangelho, 7 que de fato não é outro evangelho, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregue um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja maldito.
9 Conforme disse antes, digo outra vez agora: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que já recebestes, seja maldito.
10 Pois, será que eu procuro agora o favor dos homens ou o favor de Deus? Será que procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando a homens, eu não seria servo de Cristo.
11 Mas, irmãos, quero que saibais que o evangelho por mim anunciado não se baseia nos homens; 12 porque não o recebi de homem algum nem me foi ensinado, mas o recebi por uma revelação de Jesus Cristo.
 Antes de introduzir o assunto que o motivou a escrever esta epístola (carta), Paulo manifesta toda a sua perplexidade com o caminho que o evangelho estava traçando ainda no primeiro século. Aquela igreja estava caminhando a passos largos para longe dos propósitos de Deus        em busca de um novo evangelho, que por diferente do que Ele ensinava, deixava de ser evangelho.
Talvez esse seja um dos assuntos mais atuais na área eclesiológica. Como estamos vivendo o Evangelho de Cristo. Estamos caminhando nos seus propósitos ou temos dado margem para um desvio da função e da missão especifica que nos confiada como o chamado da graça de Cristo.
Paulo alerta para tomarmos cuidado com o pseudo evangelho, pois os seus ensinamentos tem a única direção: afastar os adoradores do trono de Cristo. E isto provoca perversão de propósito e perturbação entre a própria igreja.  Mas contundente ainda é afirmação paulina que todo aquele que ensinar este pseudoevangelho se torna maldito.
A pergunta que temos que sempre responder é a quem queremos agradar com o nosso jeito de ser cristão. Será que nos preocupamos mais em agradar os lideres da igreja, os formadores de opinião, os homens que nos rodeiam.
Paulo afirma categoricamente que a única motivação de sua vida era a de agradar a Deus, se tornando servo de Cristo, sabendo que não maior liberdade do que essa.
O seu modo de ser cristão agrada ao senhor?
Baseado na lição 4 da revista Palavra e Vida: Conselhos para a vida cristã

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Não desistam




II Coríntios 4.16 a 18

16 Por isso não nos desanimamos. Ainda que o nosso exterior esteja se desgastando, o nosso interior está sendo renovado todos os dias. 17 Pois nossa tribulação leve e passageira produz para nós uma glória incomparável, de valor eterno, 18 pois não fixamos o olhar nas coisas visíveis, mas naquelas que não se veem; pois as visíveis são temporárias, ao passo que as que não se veem são eternas.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo de Deus, já alertava aos cristãos há 20 séculos atrás que passaríamos por momentos de provações e dificuldades, e que nesses momentos poderiam aparecer em nossa mente dúvidas e vontade de desistir.
Então nesse texto ele nos incentiva a não perdermos o animo.  E quando percebemos que a palavra animo  tem correlação com alma, concluímos que Paulo convoca os cristão a não permitir que o nosso foca seja desviado das coisas mais importantes da vida cristã, que é cumprir com o nossos propósitos e realizarmos os nossos sonhos como cidadãos do Reino.
Para isso, ele nos ensina com três contrastes que existe em nossa vida e que nos sempre temos de valorizar mais a um do que ao outro:
  • ·         O primeiro contraste é  nosso exterior x nosso interior – o corpo vai se desgastando e o espírito se renovando. Qual tem sido a nossa ênfase maior? o que temos valorizado mais?
  • ·         O segundo contraste é momentâneo x eterno – será que estamos desistindo de coisas eternas por causa de caprichos passageiros?
  • ·     O terceiro contraste é o visível x invisível – nos dando um direcionamento para praticarmos a nossa fé em Cristo Jesus, superando todo tipo de desanimo.

Para Paulo, viver pela fé implicava em enxergar antecipadamente as vitórias a as bênçãos. Significava viver a vida temporal e terreal, antevivendo a vida verdadeira, que é atemporal e celestial.

Baseado na lição 3 da revista Palavra e Vida: Conselhos para a vida cristã

domingo, 11 de novembro de 2012

Façam do amor a prioridade



I Coríntios 13
1 Mesmo que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, mas não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o prato que retine.
2 E mesmo que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios, e tivesse todo o conhecimento, e mesmo que tivesse fé suficiente para mover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria.
3 E mesmo que eu distribuísse todos os meus bens para o sustento dos pobres, e entregasse meu corpo para ser queimado, mas não tivesse amor, nada disso me traria benefício algum.
4 O amor é paciente; o amor é benigno. Não é invejoso; não se vangloria, não se orgulha, 5 não  se porta com indecência, não busca os próprios interesses, não se enfurece, não guarda ressentimento do mal;6 não se alegra com a  injustiça, mas congratula-se com a verdade; 7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais é vencido. Mas, havendo profecias, serão extintas; havendo línguas, silenciarão; havendo conhecimento, desaparecerá.
9 Porque parcialmente conhecemos e parcialmente profetizamos; 10 mas, quando vier o que é completo, então o que é parcial será extinto.
11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança; mas, assim que cheguei à idade adulta, acabei com as coisas de criança.
12 Porque agora vemos como por um espelho, de modo obscuro, mas depois veremos face a face. Agora conheço em parte, mas depois conhecerei plenamente, assim como também sou plenamente conhecido.
13 Portanto, agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor. Mas o maior deles é o amor.

Neste texto bíblico, o apóstolo Paulo ensina a igreja cristã  sobre a soberania do amor na vida de todos aqueles que professam a Jesus como Salvador e Senhor. E o faz de um jeito bem didático e sem deixar qualquer espaço para dúvidas ou questionamentos.
Mas analisando friamente, como a igreja de Cristo em pleno século XXI, somos obrigados a entender que falar de amor é muito mais do que amar.
Neste hino ao amor, Paulo destaca algo que as igrejas precisam desesperadamente ouvir e atender: O amor é insubstituível. Pode-se ter um bonito templo, cadeiras confortáveis, telão de 60 polegadas, som de qualidade, pastor carismático e coral afinado, mas se a igreja não exercer o amor, ela está desqualificada da sua função.
Infelizmente muitas vezes se pensa que as experiências espirituais, o conhecimento da palavra, a capacidade de liderar e até mesmo a fé é o principal pilar da igreja, mas tudo é supérfluo se não for dinamizado pelo amor.
O amor cristão não é e nem pode ser contemplativo, abstrato, teórico e passivo. Muito pelo contrario. A igreja  tem de exercer o amor ativo, produtivo. O amor de Cristo, que alcança a nossa vida e nos faz amar mais e mais as pessoas.
O conselho de Paulo a igreja cristã de todos os séculos, em especial a da atualidade é que devemos priorizar o amor, fazendo dele o elemento normatizador, modelador e motivador de nossa vida.  Paulo nos fala que devemos amar como Cristo ama.

Baseado na lição 2 da revista Palavra e Vida: Conselhos para a vida cristã